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Países começar a planejar vacinação

As matérias veiculadas pelo jornal citado como “fonte” não representam a opinião do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe). O clipping tem por objetivo atualizar os leitores das principais notícias referentes à saúde veiculadas no país e, principalmente, no estado de Pernambuco

PANDEMIA França e Espanha anunciaram seus cronogramas, assim como México e Argentina

Efeitos colaterais das vacinas aparecer após seis semanas da aplicação RIO e WASHINGTON – Os anúncios sobre a alta eficácia de várias vacinas contra a covid-19 em testes despertam esperanças em vários países esta semana, que já configurou um programar o calendário de vacinação. Em Bruxelas, o União Europeia anunciou ontem que assinará um contrato com o laboratório Moderna para assegurar 160 milhões de doses, elevando o total que existe disponível no bloco de 446 milhões de habitantes para 2 bilhões. Países como França e Espanha anunciaram seus cronogramas de vacinação. Nos EUA, autoridades planejam usar 6,4 milhões de doses em todo o país em uma primeira distribuição, assim que os reguladores liberarem a vacina para uso de emergência. México e Argentina também já anunciaam medidas para a vacinação. O plano brasileiro de imunização deve começar a ser esboçado na próxima semana, segundo o governo (leia mais na página 12). Em um discurso transmitido pela TV, na terça, o presidente francês, Emmanuel Macron, se otimista sobre a possibilidade de obter as primeiras vacinas no fim de dezembro ou no começo de janeiro. O governo da Espanha, um dos países mais castigados pela pandemia, também anunciou que poderá começar a vacinação em janeiro e que os funcionários de residências para idosos terão prioridade, assim como os trabalhadores de saúde. Nesta quarta, a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) disse estar ‘muito esperançosa’ de poder dar um aval científico positivo sobre as vacinas que buscam aprovação regulatória antes do Natal. Com isso, a vacinação poderia começar a ser administrada até o final do ano. SEGURANÇA Governos, laboratórios e especialistas prometem ser transparentes sobre a inocuidade das vacinas contra a covid19, desenvolvida a uma velocidade tão alta que gera preocupações relacionadas à sua segurança. Uma estatística será primordial em seu trabalho de persuasão: historicamente, quase todos os efeitos colaterais de vacinas aparecem nas seis semanas posteriores à aplicação das mesmas. Os participantes dos testes clínicos dos laboratórios Pfizer/BioNTech e Moderna, cujas vacinas poderiam ser autorizadas em dezembro nos Estados Unidos e na Europa, tiveram um acompanhamento de dois meses, a pedido da agência americana de medicamentos, FDA. A FDA costuma exigir seis meses de acompanhamento, mas, caso nada grave ocorra nos dois primeiros meses, é improvável que os quatro meses adicionais revelem algo mais. A emergência transforma o cálculo entre riscos e benefícios. Os testes atuais têm uma vantagem tranquilizadora, que é a sua magnitude: 44 mil participantes nos da Pfizer e 30 mil nos da Moderna. Neste momento, metade dos voluntários tiveram um acompanhamento de, pelo menos, dois meses. A FDA terá, portanto, dados de segurança sobre dezenas de milhares de pessoas vacinadas, o que é muito superior à média de 6,7 mil pessoas registradas para as vacinas autorizadas na última década. Pfizer e Moderna informaram que não foi registrado nenhum efeito colateral grave nos dois meses posteriores à aplicação da segunda dose, apenas cansaço, dor de cabeça, dores no corpo e nas articulações, vermelhidão e dor no local da picada, principalmente depois da segunda dose. Após uma possível autorização de uso, o acompanhamento será feito durante anos.