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América Latina, um desafio no envio de vacinas

As matérias veiculadas pelo jornal citado como “fonte” não representam a opinião do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe). O clipping tem por objetivo atualizar os leitores das principais notícias referentes à saúde veiculadas no país e, principalmente, no estado de Pernambuco

Além das dificuldades físicas, devido aos diferentes relevos e áreas de floresta, a região mais castigada pela pandemia enfrenta também o ceticismo

A América Latina tem regiões remotas e impenetráveis; megalópoles e cidades na miséria sem serviços básicos; florestas tropicais, montanhas altas, deserto, fenômenos naturais devastadores e algumas economias duramente afetadas – um conjunto de circunstâncias que não facilitarão a vacinação contra o coronavírus.

Como se não bastasse, a região mais castigada pela pandemia não está imune à desconfiança gerada pela vacina entre alguns setores, uma consequência da desinformação.

O transporte “aos locais mais afastados das grandes cidades e para bairros periféricos, com a conservação da rede de frio” para a vacina será o primeiro desafio, mas também há a dificuldade em contar com recursos humanos capacitados para o manuseio adequado das vacinas, disse à AFP o epidemiologista colombiano Carlos Trillos.

A região já teve uma amostra de como será a campanha de vacinação ao tentar levar os cuidados e medidas contra o coronavírus aos três milhões de indígenas espalhados pela Amazônia, um território de 7,4 milhões km2, quase sete vezes o tamanho da Espanha.

No Brasil, com 212 milhões de habitantes e um excelente programa de vacinas “gratuito e com capacidade de alcançar as áreas mais remotas”, os obstáculos poderão vir da “postura do presidente” Jair Bolsonaro, um cético da pandemia, “e da eventual resistência da população” em se vacinar, disse à AFP Natalia Pasternak, doutora em microbiologia pela Universidade de São Paulo (USP) e presidente do Instituto Questão de Ciência.

Cerca de 12,5 milhões dos 630 milhões de latino-americanos se infectaram com coronavírus, e ao menos 435 mil morreram, um terço do total das vítimas mortais da pandemia.

A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) espera distribuir vacinas na América Latina entre os meses de março e maio de 2021, por meio do Covax, um mecanismo implementado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para garantir acesso igualitário em uma corrida em que as nações emergentes têm mais a perder. (AFP)