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Plano sem data para começar

As matérias veiculadas pelo jornal citado como “fonte” não representam a opinião do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe). O clipping tem por objetivo atualizar os leitores das principais notícias referentes à saúde veiculadas no país e, principalmente, no estado de Pernambuco

 CORONAVÍRUS Governo entrega ao STF esquema de vacinação BRASÍLIA – Em meio à disputa entre o presidente Jair Bolsonaro e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), sobre o protagonismo na vacinação contra o novo coronavírus, o governo federal entregou na última sexta-feira (11) ao Supremo Tribunal Federal (STF) o plano nacional de imunização. O documento lista 13 vacinas candidatas, entre elas a Coronavac, que está sendo fabricada pelo Instituto Butantan, de São Paulo, em parceria com a fabricante chinesa Sinovac. O texto, porém, não traz data de início nem cronograma para operacionalizar a vacinação da população como um todo. O envio do documento ao gabinete do ministro Ricardo Lewandowski foi feito nas vésperas do julgamento marcado para discutir a obrigatoriedade da vacina e a apresentação, por parte do governo federal, de um plano contra a doença. O plano de 94 páginas foi divulgado ontem, por determinação de Lewandowski, após o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), dizer ao Estadão que o maior erro político cometido pelo governo até agora foi não se preparar para comprar a vacina contra o coronavírus. ‘Isso pode impactar o projeto de reeleição’, afirmou Maia, numa referência aos planos do presidente Jair Bolsonaro para 2022. O governo fala em vacinar 51 milhões de brasileiros no primeiro semestre de 2021. A primeira fase contemplará trabalhadores de saúde, idosos acima de 75 anos, idosos com mais de 60 anos que estejam em asilos e população indígena. Esse público é estimado em 14 milhões de pessoas. Na segunda fase estão pessoas de 60 a 74 anos, que somariam 21,3 milhões. A terceira é voltada a pessoas com comorbidades, uma população estimada em 12,6 milhões. A quarta fase contempla professores, trabalhadores de forças de segurança e salvamento e funcionários do sistema prisional, num total de 3,3 milhões. No plano, o governo diz que, para esse público, precisará de 108,3 milhões de unidades de imunizante, levando em conta a aplicação em duas doses e o cálculo de vacinas que acabam sendo desperdiçadas no processo. Segundo o governo, o Brasil já garantiu 300 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 por meio dos acordos: Fiocruz/AstraZeneca (100,4 milhões de doses, até julho/2021 e mais 30 milhões de doses/mês no 2º semestre); Covax Facility (42,5 milhões de doses) e Pfizer (70 milhões de doses em negociação). Segundo o governo, o Brasil já garantiu 300 milhões de doses de vacinas contra a covid-19.