Pesquisar
Agendar Atendimento

Serviços

ver todos

Com avanço da Covid-19, festas de Réveillon são canceladas na Bahia

As matérias veiculadas pelo jornal citado como “fonte” não representam a opinião do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe). O clipping tem por objetivo atualizar os leitores das principais notícias referentes à saúde veiculadas no país e, principalmente, no estado de Pernambuco

A ocupação dos leitos públicos de terapia intensiva chegou a 67%

O decreto do governo da Bahia que proibiu a realização de festas em estabelecimentos públicos e privados do estado, independentemente do tamanho do público, acabou resultando no cancelamento de festas que estavam previstas para acontecer nos principais destinos turísticos do estado.

A decisão foi tomada pelo governador Rui Costa (PT) após o avanço do número de casos da Covid-19 na Bahia, que vive uma segunda onda da epidemia. O estado tinha até esta segunda-feira (14) pouco mais de 11 mil casos ativos da doença, com tendência de alta. A ocupação dos leitos públicos de terapia intensiva chegou a 67%.
 
Além de emitir um decreto proibindo a realização de festas, o governador orientou a secretaria de Segurança Pública a notificar os estabelecimentos que anunciaram eventos de fim de ano. A ordem é que a Polícia Militar faça o bloqueio da entrada de estabelecimentos que descumprirem o decreto.
 
Desde que o decreto foi emitido, foram canceladas festas que aconteceriam em cidades como Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália. Em cidades como Cairu, contudo, empresários ainda insistem na realização de festas e tentam reverter a decisão do governo estadual.
 
Em Salvador, a prefeitura cancelou o Festival da Virada, que este ano aconteceria sem público em formato de live com shows de Ivete Sangalo e Gustavo Lima.
 
“Não estamos vivendo momento de celebração, estamos vivendo momento de preocupação. O cancelamento é para mostrar que a cidade está encarando com seriedade, se preparando para situação mais grave”, disse, no dia 7 deste mês, o prefeito ACM Neto (DEM).
 
A prefeitura, que não concedeu autorização para festas em estabelecimento privado, também informou que vai bloquear a orla junto ao Farol da Barra, local que tradicionalmente reúne milhares de pessoas no Réveillon.
 
Em Porto Seguro, que havia publicado um decreto autorizando a realização de festas em casas de shows, clubes, arenas e bares, a prefeitura recuou após decisão do governo do estado.
 
Segundo a superintendente de Turismo de Porto Seguro, Patrícia Martins, houve um entendimento de que, por se tratar de uma questão de saúde, o decreto do estado prevaleceria sobre o do município.
 
Apenas bares, restaurantes e barracas de praia estão autorizados a funcionar neste período de fim de ano.
 
A região sul da Bahia tem enfrentado crescimento dos casos de Covid-19 nas últimas semanas. Até a última quarta-feira (9), Porto Seguro estava uma ocupação de 80% nos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) para tratamento da Covid-19. Na vizinha Eunápolis, a ocupação era de 95%.
 
Em Santa Cruz Cabrália, também no sul da Bahia, uma festa que seria realizada no povoado de Santo André foi cancelada.
 
A organização do Réveillon da Vila emitiu um comunicado no qual informa que decidiu pelo cancelamento e diz que irá restituir os clientes que já haviam comprado os ingressos.
 
“Lutamos até o final, mas hoje, com enorme pesar e sabendo que a situação está acima de nosso controle, anunciamos a postergação do Réveillon da Vila para 2022”, informaram os organizados, em nota.
 
O anúncio da realização da festa com público de cerca de 600 pessoas foi criticado pelos moradores de Santo André. Havia um temor de que o evento desencadeasse um surto de casos do novo coronavírus no povoado.
 
A prefeitura de Santa Cruz Cabrália informou que todas as festas estão suspensas. “Não é uma decisão fácil porque as festas geram emprego e renda, mas a região está com um índice alto de Covid-19”, explica o secretário municipal de Turismo, Marcel Kemphs.
 
Em Mata de São João, cidade onde ficam as vilas de Praia do Forte, Imbassaí e Sauípe, no litoral norte da Bahia, a prefeitura informou que acatou o decreto estadual e não vai autorizar a realização de festas privadas de Réveillon. Também não haverá festas em espaços públicos nem queima de fogos.
 
Por outro lado, a prefeitura informou que restaurantes e bares poderão manter apresentações de música ao vivo, desde que sigam o protocolo de distanciamento e não causem aglomerações. A Guarda Municipal atuará na fiscalização.
 
O cenário é o mesmo em Camaçari, cidade que abriga praias como Arembepe, Guarajuba e Itacimirim. Nenhuma festa foi autorizada.

Em cidades como Cairu, no sul da Bahia, empresários ainda tentam reverter a decisão da prefeitura de não realizar festas em povoados como Boipeba, que fica em uma ilha de mesmo nome.
 
O evento Mareh NYE, que aconteceria em Boipeba, teve a autorização revogada pela prefeitura de Cairu após o decreto emitido pelo governador Rui Costa.
 
Por nota, a organização da festa disse acreditar que a decisão ainda pode ser revertida. Ainda não há uma definição sobre cancelamento ou adiamento da festa.
 
Na mesma nota, a organização da festa incentivou os clientes a não cancelar seus pacotes: “A ilha segue aberta para o turismo e nós estaremos por lá. Não cancele sua viagem, vamos nos encontrar e curtir a natureza”.
 
Procurado, um dos organizadores da festa, o DJ Guga Roselli, informou que nenhum evento será realizado sem a autorização do poder público. “Preparamos os protocolos sanitários para a festa e eles sequer foram avaliados. O que a gente está pedindo é que pelo menos eles sejam avaliados”.
 
A prefeitura de Cairu deve publicar nos próximos dias um decreto proibindo a realização de festas no município.