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Europa e o fantasma do novo lockdown

As matérias veiculadas pelo jornal citado como “fonte” não representam a opinião do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe). O clipping tem por objetivo atualizar os leitores das principais notícias referentes à saúde veiculadas no país e, principalmente, no estado de Pernambuco

TENSÃO Aumento rápido de novos casos de covid-19 e demora na vacinação pioram a crise

Reino Unido, Alemanha e Itália intensificaram, ou prolongaram, as restrições a partir desta terça-feira (5) diante de uma pandemia que não cede, o que provoca o temor de um retorno do confinamento total em vários países da Europa, onde as autoridades são criticadas também pela lentidão nas campanhas de vacinação. ‘A partir de hoje (terça-feira) devem permanecer em casa, com poucas exceções’, afirmou o governo britânico no Twitter, poucas horas depois do anúncio do primeiro-ministro Boris Johnson sobre o novo confinamento dos 56 milhões de habitantes da Inglaterra. O objetivo é, segundo o chefe de Governo, retomar ‘o controle da nova cepa’ do coronavírus, que agravou a situação no fim de 2020 e provocou mais de 50 mil contágios diários na última semana. Ao contrário do segundo confinamento, Johnson também decidiu fechar todas as escolas desta vez. Na Escócia, o governo semiautônomo determinou o confinamento total a partir de ontem. Irlanda do Norte e Gales já haviam instaurado importantes restrições antes do Natal. Segundo o ministro britânico Michael Gove, responsável pela coordenação da ação governamental, o confinamento permanecerá em vigor até março. Com mais de 75 mil mortes por covid-19, o Reino Unido é o segundo país da Europa mais afetado pela pandemia, atrás apenas da Itália. Neste contexto de emergência e, ao contrário do que acontece em outros países europeus, a campanha de imunização prossegue em alta velocidade no Reino Unido. Outros países da Europa, a região mais afetada pela pandemia com mais de 589 mil vítimas fatais e 27,3 milhões de casos, temem que os novos focos provoquem mais medidas restritivas. A Itália, com mais de 75.600 mortes, decidiu prolongar as restrições e adiar o retorno das aulas do Ensino Médio. Na Alemanha, o governo prorrogou e apertou as restrições até 31 de janeiro. A maioria das lojas que não são de alimentos, bares e restaurantes, centros culturais e de lazer, além de escolas serão fechados. ‘As medidas que decidimos são drásticas’, admitiu a chanceler alemã Angela Merkek, falando sobre uma ‘corrida contra o tempo’. Na França, onde até 1º de janeiro apenas 516 pessoas haviam recebido a vacina da Pfizer/BioNTech, o governo, encurralado pelas críticas, prometeu acelerar a campanha de vacinação. Na Espanha, onde a população também critica a lentidão da imunização, a pandemia privará as crianças das tradicionais cerimônias dos Reis Magos, populares desfiles que percorrem as cidades a cada 5 de janeiro. VACINA Em todo mundo, a pandemia provocou mais de 1,85 milhão de mortes e 85,6 milhões de contágios desde seu surgimento na China, em dezembro de 2019. A vacinação é a grande esperança de conter a pandemia, mas alguns países, diante da quantidade limitada de doses, deram a entender que pretendem aumentar o prazo recomendado entre as duas injeções necessárias, com o objetivo de imunizar um número maior de pessoas

Diante dessa estratégia, os especialistas da OMS consideraram nesta terça-feira que, embora recomendem a administração das duas doses ‘dentro de um período de 21 a 28 dias’, a segunda injeção desta vacina pode ser adiada por várias semanas ‘em circunstâncias excepcionais de contextos epidemiológicos e problemas de abastecimento’.