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As matérias veiculadas pelo jornal citado como “fonte” não representam a opinião do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe). O clipping tem por objetivo atualizar os leitores das principais notícias referentes à saúde veiculadas no país e, principalmente, no estado de Pernambuco

Infectologistas e toda a classe médica, junto aos demais profissionais de saúde e autoridades sanitárias, têm feito enorme esforço de convencimento da população acerca do momento difícil que atravessamos na pandemia de Covid-19. Os números de ocupação dos leitos hospitalares, incluindo o preenchimento das vagas de UTI, indicam que a disparada de casos no Brasil também se dá em Pernambuco – em escala menor do que em outros estados, como o Amazonas, Rio de Janeiro e São Paulo, até agora. Mas as pessoas parecem não se incomodar mais com o alastramento da doença. As praias e bares lotados, as festas, as reuniões familiares e os encontros com amigos, sem preocupação com medidas preventivas, configuram o conhecido prenúncio de hospitais cheios e de aumento do número de mortes. As consequências do descuido são previsíveis, e os alertas têm sido dados diariamente. Mesmo assim, pelo que se vê, o apelo do sol e da diversão é maior do que o apelo dos governos e dos agentes de saúde pública. Sem a empatia necessária e a compreensão da maioria em relação aos riscos de exposição descontrolada, será impossível conter novo alastramento da pandemia. Em países que já começaram campanhas de vacinação, a tendência é de reforço das medidas restritivas, até com a suspensão de atividades econômicas não essenciais. A vacina é considerada o melhor caminho para a superação da pandemia, porém, até que se atinja um patamar elevado de doses efetuadas, o risco de contaminação e morte permanece – sobretudo se não houver a consciência da população de que é imprescindível continuar atenta às orientações de segurança, pela própria saúde e pela saúde de todos. Em Pernambuco, como em outros lugares do País, a capacidade de fiscalização do poder público é menor do que o desejo de aglomeração. O resultado já era esperado, e os números de janeiro começam a refletir as reuniões e brindes das festividades de dezembro. Desde a semana passada, é a curtição desimpedida das férias que atormenta os médicos e as autoridades. O governo estadual prometeu aumentar a fiscalização, mas a visão de gente entulhada na areia da praia e no mar dá a dimensão das dificuldades, no lazer desenfreado em quilômetros de litoral. Nem máscaras de proteção as pessoas estão usando, para o desespero dos profissionais que lutam pela preservação da vida no front avançado da guerra à Covid nos hospitais. É doloroso imaginar que parcela considerável dos mais de 200 mil mortos no Brasil em decorrência da pandemia poderia estar viva hoje, se fosse outro o comportamento social da maioria da população. O flagrante desrespeito às orientações de convivência, com a manutenção de mínimo distanciamento em nome da saúde de todos, provoca inquietação diante do panorama nas próximas semanas. Enquanto as vacinas não chegam, não há muito a ser feito, além de manter distância, usar máscara e higienizar as mãos – mas é imperioso que cada um faça a sua parte, para que a peste não avance.