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CFM mantém cassação de médico preso

As matérias veiculadas pelo jornal citado como “fonte” não representam a opinião do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe). O clipping tem por objetivo atualizar os leitores das principais notícias referentes à saúde veiculadas no país e, principalmente, no estado de Pernambuco

O Conselho Federal de Medicina (CFM) manteve, por unanimidade, a cassação do direito de exercer a profissão de Cláudio Amaro Gomes, 63 anos. A decisão foi tomada ontem, em julgamento por videoconferência. Famoso por atuar na área da cardiologia, em grandes hospitais do Recife, o ex-médico está preso desde 2014 apontado pela polícia como o mandante do assassinato do colega de profissão, o médico Artur Eugênio de Azevedo, 35. A decisão do CFM contou com 17 votos, todos favoráveis à cassação. A mesma unanimidade ocorreu em abril de 2018, quando os membros do Conselho Regional de Medicina do Estado de Pernambuco (Cremepe) também decidiram cassar o registro de Cláudio Amaro. A defesa dele recorreu, mas foi derrotada na instância superior. Cláudio Amaro está preso desde 2014. Em dezembro de 2018, ele foi condenado a 27 anos de prisão por homicídio duplamente qualificado. A defesa dele recorreu da sentença em segunda instância, mas ainda não há prazo para a decisão do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). A Secretaria Executiva de Ressocialização informou ontem que o ex-médico está cumprindo a pena no Centro de Observação e Triagem (Cotel), em Abreu e Lima. As investigações, coordenadas pelo delegado Guilherme Caracciolo, apontaram que o crime foi motivado por desavenças entre o mandante e a vítima. Artur e Cláudio eram cirurgiões torácicos e trabalharam juntos, até Artur descobrir irregularidades cometidas por Cláudio em procedimentos cirúrgicos no Hospital das Clínicas, passando, segundo a família, a ser perseguido, situação que se complicou quando Artur passou a se destacar cada vez na profissão. Segundo a polícia, Artur Eugênio foi executado com tiros na cabeça e nas costas na noite do dia 12 de maio de 2014, às margens da BR-101, próximo a Comportas, em Jaboatão dos Guararapes, Região Metropolitana do Recife. Antes de ser morto, ele foi seguido desde o local de trabalho e abordado quando chegava à sua residência, sendo levado ao local onde foi executado. O carro da vítima foi incendiado na mesma estrada, já no Recife. Cláudio Amaro nunca assumiu o crime, mas a polícia, na época, disse não ter dúvidas que ele foi o mentor. O filho dele, Cláudio Amaro Gomes Filho, e mais três homens apontados como executores, Lyferson Barbosa da Silva, Flávio Braz de Souza e Jailson Duarte César, foram denunciados pelo Ministério Público de Pernambuco à Justiça. Todos foram condenados, menos Flávio que morreu numa troca de tiros com a polícia. Cláudio Amaro está cumprindo pena de 27 anos de prisão no Cotel