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Sempre com máscara e livre de acnes; saiba como evitar o surgimento das espinhas no rosto

As matérias veiculadas pelo jornal citado como “fonte” não representam a opinião do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe). O clipping tem por objetivo atualizar os leitores das principais notícias referentes à saúde veiculadas no país e, principalmente, no estado de Pernambuco

Indispensável contra Covid-19, acessório também pode potencializar surgimento de espinhas e cravos. Entenda por que e descubra como evitar

Uma das principais barreiras de proteção contra a Covid-19, a máscara se tornou um acessório indispensável e até mesmo obrigatório. Embora seu uso seja importante, ele pode estar associado ao surgimento de acnes e cravos no rosto, sobretudo na região do queixo, do nariz e das bochechas. Para esses casos, tem-se utilizado o termo “maskne”, junção das palavras mask, máscara em inglês, e acne.


O dermatologista Paulo Guedes, do Hospital Jayme da Fonte, explica que a máscara não causa espinhas, mas que pode agravar alguma acne pré-existente. Já a dermatologista Vanessa Nóbrega detalha que o uso da máscara deixa a região do rosto que está coberta abafada e úmida, tornando a pele propícia para o surgimento das indesejadas acnes. “Quando o rosto está suado, e a máscara abafa isso, aumenta o volume de sujeira que se acumula na pele. A umidade e o abafado deixam a pele favorável para a proliferação de cravos e espinhas”, explica Vanessa.

Acostumado a não ter acnes no rosto, o biólogo João Paulo Laet, 24, notou o surgimento de algumas espinhas em suas bochechas durante a pandemia. De início, Laet, além de aumentar os cuidados com a pele, optou por corrigir a sua alimentação. “Deixei de lavar meu rosto com o sabonete comum e passei a usar um esfoliante. Também diminuí o consumo de besteiras, porque acredito que uma alimentação ruim ajuda no desenvolvimento das espinhas”, relatou. 

O dermatologista Paulo Guedes esclarece que o tratamento da acne vai depender do tipo e do grau de comprometimento da pele. “Existem produtos adequados aos tipos de pele e grau de acne. O tratamento pode ser tópico, com aplicação de algum produto por cima da espinha, ou sistêmico, com a ingestão de algum comprimido ou remédio”, detalha. “De modo geral, ela pode ser curada sem dificuldades, basta seguir as orientações de um dermatologista, que vai indicar como deve ser feita a limpeza da pele acneica”, complementou.

Além disso, a estratégia de mudar a alimentação, adotada por João, é outra recomendação de Guedes, que associa diretamente o consumo de alimentos industrializados e fast-foods ao surgimento de espinhas. “A causa básica da acne é uma dieta rica em massas, doces e alimentos industrializados”, pontua o profissional. 

O especialista salienta ainda que o material da máscara também pode influenciar no agravamento desses problemas com a pele. No caso da estudante de Psicologia Larissa Torres, 21, as maçãs do rosto dela começaram a ficar vermelhas, ressecadas e, às vezes, até despelando. Preocupada, observou que isso acontecia justamente quando usava a máscara. “Na primeira vez que notei minha pele irritada e ressecada, fiquei preocupada. Mas depois, reparei que isso acontecia sempre que eu precisava sair de casa e utilizava a máscara, que era feita de poliéster”, contou Larissa.

Essa irritação na pele costuma ser causada por máscaras de tecido sintético, segundo a dermatologista Vanessa Nóbrega. “As máscaras que ajudam a evitar o surgimento de espinhas e também diminui o grau de irritação da pele por conta do atrito com o tecido são as descartáveis ou as de algodão”, pontua. A médica menciona que é preciso estar atento aos produtos utilizados na lavagem das máscaras reutilizáveis, já que eles também podem causar algum tipo de reação na pele.