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OMS pede vacinação mais célere

As matérias veiculadas pelo jornal citado como “fonte” não representam a opinião do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe). O clipping tem por objetivo atualizar os leitores das principais notícias referentes à saúde veiculadas no país e, principalmente, no estado de Pernambuco

RAPIDEZ Preocupados, diretores da Organização Mundial da Saúde solicitaram a união da Europa para acelerar a campanha de imunização

Organização sugeriu que países ricos sejam solidários com as nações pobres

Mais rápido, mais eficaz e, se possível, mais justo. Ao redor do mundo, os países tentam aperfeiçoar o processo de vacinação contra o coronavírus, autorizando novos fármacos e estimulando parcerias para acelerar o processo e obter mais doses, como acontece na América Latina. Ontem, diretores da Organização Mundial da Saúde (OMS) pediram a união da Europa para acelerar a campanha de imunização no continente e expressaram preocupação com o avanço das variantes conhecidas do vírus e de outras que podem surgir, o que multiplicará as dúvidas sobre a eficácia das vacinas. ‘Devemos nos preparar para outras mutações problemáticas do vírus, reforçando ainda mais o sequenciamento’, afirmou Hans Kluge, diretor regional para a Europa da OMS. Na União Europeia (UE), a taxa da população vacinada com pelo menos uma dose da vacina é de 2,5%. O objetivo do bloco é vacinar 70% de sua população, segundo a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que admitiu que a meta enfrentará obstáculos como ‘problemas na produção’. ‘As empresas farmacêuticas, que normalmente competem entre si, devem unir esforços para aumentar drasticamente as capacidades de produção. Isto é o que precisamos’, insistiu Kluge. O diretor da OMS Europa admitiu que a ‘grande pergunta’ é se as vacinas autorizadas serão eficazes contra as novas variantes. ‘Isto é a recordação cruel de que o vírus ainda está acima do ser humano, mas não é um vírus novo, é uma evolução de um vírus que tenta adaptar-se a seu hospedeiro humano’, disse. Kluge reiterou os pedidos de solidariedade com os países que não podem receber a vacina, sugerindo que os países ricos deveriam compartilhar rapidamente suas doses com os Estados pobres depois de vacinar um determinado percentual de sua população. ‘Talvez, quando os países da UE alcançarem 20% da vacinação de sua população – 20% significa pessoas idosas, profissionais da saúde, pessoas com comorbilidades -, poderia ser o momento de compartilhar vacinas’, afirmou. As declarações de Kluge estão de acordo com o que pensa a Cruz Vermelha, que alertou na véspera para a desigualdade flagrante na distribuição de vacinas. Até o momento quase 105 milhões de doses foram aplicadas em 82 países e territórios, mas segundo a Cruz Vermelha, quase 70% das doses foram administradas nos 50 países mais ricos, enquanto 0,1% aconteceu nos 50 países mais pobres. A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 2,28 milhões de mortes e mais de 104 milhões de contágios.