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Europa continua ‘vulnerável’ à covid

As matérias veiculadas pelo jornal citado como “fonte” não representam a opinião do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe). O clipping tem por objetivo atualizar os leitores das principais notícias referentes à saúde veiculadas no país e, principalmente, no estado de Pernambuco

A maioria dos países europeus ainda é “vulnerável” à covid-19, mesmo que seus números tenham melhorado, afirmou a Organização Mundial da Saúde (OMS) ontem, alertando sobre os riscos desse “falso sentimento de segurança” devido ao número ainda pequeno de vacinados. “Uma maioria esmagadora de países europeus continua sendo vulnerável”, disse Hans Kluge, diretor da divisão Europa da OMS, em coletiva de imprensa. “Se não interrompermos a transmissão (do vírus) agora, os benefícios esperados das vacinas no combate a esta pandemia podem não ser tantos”, insistiu o responsável. “Atualmente, há uma fronteira frágil entre a esperança das vacinas e o falso sentimento de segurança”, acrescentou. No total, nos 53 países que compõem a região Europa da OMS, alguns deles na Ásia central, o número de casos semanais registrados supera o milhão, mas os números de contágios estão diminuindo há quatro semanas e as mortes por covid-19 também, destacou a OMS. Com 790.287 mortos dos 2,3 milhões registrados no mundo, a Europa é a região mais enlutada do planeta, seguida pela América Latina e Caribe (628.443 mortes) e Estados Unidos e Canadá (492.579), segundo um balanço da AFP nesta quinta-feira. Desde o início da epidemia, mais de 107 milhões de pessoas contraíram a doença no mundo. E pelo menos 66,5 milhões se recuperaram. Enquanto lançam campanhas de vacinação em massa, os países europeus não baixam a guarda. A Irlanda prorrogará muito provavelmente até abril seu terceiro confinamento, anunciou seu primeiro-ministro, Micheal Martin. A chanceler alemã Angela Merel prolongou ontem até 7 de março a maioria das restrições, enquanto a Grécia também planeja endurecer seu confinamento. Na América Latina, o Peru decidiu ampliar até 28 de fevereiro sua quarentena obrigatória em Lima e nove regiões porque “a situação de risco extremo continua”, segundo o governo. Em paralelo, a União Europeia (UE) defendeu acelerar a produção de vacinas no bloco, após reconhecer que foram “muito otimistas” sobre as entregas acordadas com os laboratórios. E a AstraZeneca, cuja vacina foi colocada à prova na Europa e em outras áreas do mundo, vai se associar com a alemã IDT Biologika para produzir mais doses para a Europa no segundo trimestre. Embora a OMS defenda o uso da vacina da AstraZeneca nos países onde circulam as variantes do vírus mais contagiosas (britânica, brasileira e sul-africana), a África do Sul disse estar disposta a revender ou resgatar um milhão de doses já recebidas e agora está inclinada a comprar a vacina da Johnson&Johnson. As vacinas se tornaram uma ferramenta de diplomacia. A Ucrânica proibiu a aprovação dos imunizantes desenvolvidos pelo “agressor russo”, referindo- -se à Sputnik V, aprovada em Nicarágua, Argentina, México, Venezuela, Belarus e outros países. A desigualdade na vacinação em todo o mundo é clara. Das 155,7 milhões de vacinas injetadas, 59% foram administradas em países ricos, nos quais vive apenas 16% da população mundial.