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Saúde dos serviços

As matérias veiculadas pelo jornal citado como “fonte” não representam a opinião do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe). O clipping tem por objetivo atualizar os leitores das principais notícias referentes à saúde veiculadas no país e, principalmente, no estado de Pernambuco

Se a lotação nos hospitais por contaminados e o saldo trágico de mortos acima de mil por dia constituem evidências irrefutáveis da necessidade urgente da vacinação em massa contra a Covid-19, há outros indicadores contundentes para que não se perca o foco do combate à pandemia. Os efeitos econômicos da crise aprofundada pelo coronavírus são igualmente deprimentes. O setor de serviços tem sido o mais afetado, em comparação com o comércio e a indústria, com dificuldades adicionais para recuperar perdas, uma vez que seu desempenho está relacionado à possibilidade da proximidade entre as pessoas. O distanciamento que previne a doença atinge em cheio os empreendimentos de serviços e seus colaboradores, deixando uma larga fatia da economia brasileira à espera dos melhores dias prometidos para quando as doses das vacinas, enfim, se espalharem mais rápido que a peste global. No ano passado, a queda no setor de serviços chegou a 12,4% em Pernambuco, enquanto foi de 7,8% na média nacional, segundo o IBGE. Somente em dezembro, a redução das atividades, aqui, foi de 1,6% em comparação com o mês anterior, tendo sido de 0,2% no País. O nosso estado ficou atrás apenas de Minas Gerais e de Tocantins, entre os piores desempenhos em serviços no último mês de 2020. A alta de casos de Covid, desde dezembro, tem afastado os consumidores dos serviços presenciais. Para os segmentos que precisam da garantia de confiança das pessoas, a imunização é cada vez mais o fator determinante para a retomada dos níveis de negócios de antes da pandemia. E sem a vacinação maciça, a persistência da pressão sobre os sistemas de saúde e da elevada quantidade de óbitos deve seguir penalizando as atividades de serviços que não podem ser feitas por entrega a distância. As chamadas atividades de serviços às famílias registraram uma queda acentuada de mais de 43% no ano passado. Estão aí incluídas 23 atividades, como eventos culturais e esportivos, gastronomia, hotelaria e salões de beleza. Até o serviço de entrega pelos correios sofreu diminuição de 9% em 2020. Em Pernambuco, de modo geral, as atividades do turismo vêm se recuperando, mas desaceleraram a retomada nos últimos três meses – e ainda precisam crescer 27% para reencontrar o nível de antes da pandemia. No cenário nacional, essa recuperação tem que alcançar 43% para voltar à antes da Covid. A perda de faturamento no turismo foi de aproximadamente R$ 261 bilhões, de acordo com estimativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo. Os números expressam a demanda econômica atrelada à saúde pública. E reiteram a oportunidade da campanha Unidos pela Vacina, da qual faz parte o Sistema Jornal do Commercio de Comunicação, integrado à Associação Nacional de Jornais (ANJ). Quanto mais cedo a vacinação maciça for realidade no Brasil, melhores os prognósticos para a vida da população brasileira, e para o revigoramento da economia, em especial das atividades de serviços.