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Desrespeito às normas e espera por lockdown

As matérias veiculadas pelo jornal citado como “fonte” não representam a opinião do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe). O clipping tem por objetivo atualizar os leitores das principais notícias referentes à saúde veiculadas no país e, principalmente, no estado de Pernambuco

Em meio às novas restrições decretadas pelo Governo de Pernambuco em 63 cidades do estado, a reportagem do Diario foi às ruas verificar a observância das normas de prevenção da Covid-19 entre a população do Recife. A cidade ainda não foi atingida por medidas mais rígidas, diferentemente do que vem acontecendo, inclusive, em algumas capitais nordestinas.

No Bairro de São José, Centro, a reportagem flagrou muitas pessoas sem máscaras e aglomeradas entre os corredores do comércio, como na região próxima ao Mercado. Alguns já dão como certo um novo lockdown, como o segurança Antônio Leal, 55 anos. “Prefiro que essas medidas mais severas cheguem logo, o povo está abusando muito”, falou. Ele observa muitas pessoas entrando e saindo em estabelecimentos comerciais sem máscaras. Um dos receios dele é que, com novo fechamento, a taxa de desemprego suba ainda mais.

“Acredito que deve haver responsabilidade por parte da população e dos governantes. A vacina chega de pinga-pinga e não é suficiente para todos”, disse Wellington Dias, 64 anos, comerciante. Ele teme a nova variante P1 do coronavírus, que foi detectada em Pernambuco através de dois pacientes amazonenses que vieram dar continuidade ao tratamento da Covid-19, mas acabaram morrendo.

Na altura do Segundo Jardim de Boa Viagem, na Zona Sul, várias pessoas caminhavam e praticavam exercícios desprevenidas da máscara. “Tenho medo que esse lockdown chegue até o Recife por conta do meu comércio, que é a minha fonte de renda”, falou Devinaldo Júnior, 38 anos, que tem um quiosque na orla há três anos. Ele contou que ficou cerca de cinco meses com o comércio fechado.

“Se essas medidas mais severas chegarem ao Recife vão atrapalhar muita gente, financeiramente falando. Porém vão evitar mais casos positivos e mortes pelo vírus”, afirmou Willemberg Ribeiro, 23 anos, entregador de aplicativo.