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Acesso justo às vacinas

As matérias veiculadas pelo jornal citado como “fonte” não representam a opinião do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe). O clipping tem por objetivo atualizar os leitores das principais notícias referentes à saúde veiculadas no país e, principalmente, no estado de Pernambuco

ONU Resolução exige igualdade na distribuição dos imunizantes

Em uma rara demonstração de unidade entre as grandes potências, o Conselho de Segurança da ONU aprovou, onten, uma resolução exigindo acesso justo às vacinas contra a covid-19, à medida que as campanhas de imunização avançam em um mundo que começa a ver uma luz no fim do túnel. A resolução, redigida pelo Reino Unido, co-patrocinada pelos 15 membros do Conselho e aprovada por unanimidade, veio em um momento em que os países do G20 estão se alinhando para impulsionar a recuperação econômica global e mitigar os danos nos países mais pobres e marginalizados na corrida por vacinas. No entanto, não faltam lembretes dos meses de trabalho difícil que ainda estão por vir, com um novo aumento nas infecções em todo o mundo, após um mês de declínio na taxa de infecções. O número mundial de mortos ultrapassa 2,5 milhões em um total de 113 milhões de casos. Embora os Estados Unidos continuem sendo o país com mais mortes em termos absolutos, apresentaram avanços significativos em sua campanha de vacinação, com mais de 50 milhões de imunizados em cinco semanas. A pandemia continua a avançar e o Brasil, o segundo país mais afetado pela covid-19, ultrapassou a barreira sombria de 250.000 mortes. Na América Latina e no Caribe, o saldo chega a mais de 670.000 mortes e mais de 21 milhões de infecções. “O voto a favor da equidade nas vacinas é importante e o apreciamos”, disse o diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus. “Mas é preciso tomar medidas concretas, como re nunciar à propriedade intelectual das patentes para aumentar a produção, a cobertura da vacina e nos livrarmos deste vírus o quanto antes”, acrescentou.

RESOLUÇÃO UNÂNIME

Chave para conter a propagação do vírus, a vacinação é muito desigual em todo o planeta, e a maioria das 217 milhões de doses administradas estão concentradas nos países mais desenvolvidos. Nesse contexto, o Conselho de Segurança da ONU aprovou por unanimidade uma resolução para exigir igualdade no acesso às vacinas. A agência exortou “economias desenvolvidas” e aqueles “em condições de fazê-lo” a doar imunizantes “para países de baixa e média renda ou que precisem”. A Índia fez uma segunda doação de 200 mil doses da vacina Covishield para a Guatemala, que chegará na próxima terça- -feira. Israel doou 5.000 doses de Moderna a esse país da América Central e a mesma quantia a Honduras, enquanto a Rússia doou sua vacina Sputnik à Nicarágua, que no entanto não especificou o número de doses. Já a China também fez doações a países africanos e à Bolívia. A resolução da ONU pede um cessar-fogo em todos os conflitos armados e ao fortalecimento da cooperação internacional para que as vacinas cheguem a “países em conflito ou em situações de pós-conflito ou de emergência humanitária complexa”. Também pede “medidas para prevenir especulação e armazenamento impróprio que poderiam dificultar o acesso a vacinas seguras e eficazes, especialmente em situações de conflito armado”. Por sua vez, a secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, disse ao G-20 que, “sem acesso às vacinas, muitos países de baixa renda especificamente sofrerão trágicas perdas de vidas e um atraso desnecessário em sua recuperação”. A retomada após “a pior recessão desde a Segunda Guerra Mundial” será “longa e incerta”, advertiu a chefe do FMI, Kristalina Georgieva, em entrevista ao jornal italiano La Stampa.