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Pernambuco entra em toque de recolher

As matérias veiculadas pelo jornal citado como “fonte” não representam a opinião do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe). O clipping tem por objetivo atualizar os leitores das principais notícias referentes à saúde veiculadas no país e, principalmente, no estado de Pernambuco

O governo de Pernambuco endureceu as medidas restritivas no estado e, a partir deste sábado, haverá toque de recolher. Qualquer atividade não essencial está proibida de funcionar entre 22h e 5h. A medida ficará em vigor até o dia 10 de março. O objetivo é conter o novo avanço dos casos de coronavírus, que pressiona o sistema de saúde estadual. A taxa de ocupação de UTI em Pernambuco atualmente está acima de 90%.

As medidas mais restritivas para todo o estado foram anunciadas pelo governador Paulo Câmara, nesta sexta-feira, depois de o governo estadual ter decretado, na última quarta-feira, medidas rígidas nas Gerências Regionais de Saúde (Geres) com sede em Caruaru, Limoeiro e Ouricuri. Em 63 municípios do Agreste e Sertão, as atividades econômicas e sociais estão proibidas entre 20h e 5h nos dias de semana. Nos finais de semana,  as restrições valem das 17h às 5h.

Segundo o governador, haverá fiscalização para evitar o descumprimento das medidas. “A polícia e os órgãos de fiscalização estarão nas ruas para observar o cumprimento desse novo decreto. Vamos monitorar os dados minuto a minuto neste fim de semana e, caso os índices permaneçam piorando, novas medidas restritivas podem ser anunciadas já no início da próxima semana”, afirmou Paulo Câmara.

Uma das atividades econômicas mais afetadas com as novas restrições é a de bares e restaurantes. Segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Pernambuco (Abrasel-PE), da última vez que o horário de funcionamento dos serviços não essenciais foi reduzido da meia noite para 22h, a queda no faturamento foi de 8%. A expectativa é que o recuo agora seja ainda maior. “Naquela ocasião, música ao vivo estava liberada e agora não, então isso vai impactar mais”, disse André Araújo, presidente da Abrasel-PE.

Ele defende que o setor cumpra as medidas, assim como tome cuidados sanitários. Porém, entende que o setor é grande e não tem como dar tratamento único. “A gente pede que o governo acompanhe mais de perto com fiscalização porque tem que diferenciar o que é bar, o que é restaurante e o que é casa de shows e eventos. Tem casa de eventos que tem funcionamento como bar, então é preciso ficar atento para os locais que têm aglomeração ou aqueles outros lugares que fazem festas clandestinas. O setor formal não pode ser penalizado como um todo porque vem cumprindo o protocolo sanitário”, analisou.