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A questão da vacina russa

As matérias veiculadas pelo jornal citado como “fonte” não representam a opinião do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe). O clipping tem por objetivo atualizar os leitores das principais notícias referentes à saúde veiculadas no país e, principalmente, no estado de Pernambuco

Os governadores sabem que será difícil fechar um contrato com a farmacêutica União Química, detentora no Brasil dos direitos de venda da vacina russa Sputnik V, desenvolvida pelo Instituo Gamaleya de Moscou. Mas sabem, também, que se não ameaçarem passar por cima da União e fecharem a compra, o Ministério da Saúde não definirá logo a questão. Embora o STF tenha decidido que os estados podem comprar a vacina, a União Química tem todo interesse em vender para a União. Porque trabalha com cenário de receber 10 milhões de doses assim que a Anvisa autorizar o uso no Brasil do imunizante de produzir outros 150 milhões de doses no país. E sabe que, se fechar uma venda antes com os estados, todo o esforço e embate com a Anvisa lhe fechará as portas do Ministério da Saúde. Mas se essa pressão dos governadores não viabilizar, de fato, a compra, pode pelo menos ajudar numa solução da questão, de modo a acelerar as vacinação. E qualquer vereador de cidade do interior sabe que o presidente Bolsonaro jamais deixaria aos governadores esse protagonismo. Portanto, essa é um briga onde os brasileiros podem, no mínimo, ganhar uma vacina a mais nos próximos dias. Porque como já disse CEO do o Fundo Russo de Investimentos Diretos (FRID), Kirill Dmitriev, basta um sinal verde do governo brasileiro para ele colocar 10 milhões de doses prontas com seriga e tudo num voo da Aeroflot direto de Moscou para Brasília.

R$ 700 milhões para a Sputnik V

A atuação política da União Química no Congresso e junto ao Govenro já lhe garantiu que, na Medida Provisória (nº 1026) que dispensou licitação para a compra de vacinas e a autorização do uso emergencial pela Anvisa, lhes fosse reservado R$ 693,6 milhões para a vacina Sputnik V, junto com mais R$ 1,6 bilhão para a indiana Covaxin. Isso quer dizer que a União Química já tem um freguês que é o Ministério da Saúde. Mas a pressão dos governadores é muito bem vinda.

Máscara cara

As máscaras descartáveis e luvas de procedimento quadruplicaram de preço desde o início da pandemia da covid-19, segundo a Bionexo, healthtech líder em gestão de saúde no País. A máscara descartável passou de R$ 0,10 para R$ 0,50 (+ 400%).