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Caçada à cepa brasileira

As matérias veiculadas pelo jornal citado como “fonte” não representam a opinião do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe). O clipping tem por objetivo atualizar os leitores das principais notícias referentes à saúde veiculadas no país e, principalmente, no estado de Pernambuco

O governo do Reino Unido iniciou ontem uma “caça” a um viajante que testou positivo para a variante de Manaus, Região Norte do Brasil, do novo coronavírus. Apesar da preocupação e da pressão para adotar novas medidas restritivas, o premiê britânico, Boris Johnson, diz que não planeja endurecer o lockdown, mesmo diante da presença da cepa brasileira. “Nossa estratégia é seguir em frente de forma cautelosa, mas irreversível. Não achamos que haja qualquer razão para mudar isso agora”, afirmou o premiê. “Temos uma das regras de fronteira mais duras do mundo para impedir a entrada de pessoas que possam ter variantes que causem preocupação”, disse. A variante brasileira (P1) foi detectada pela primeira vez em três pessoas na Inglaterra e em outras três que voaram do Brasil para a Escócia. Apenas uma delas é desconhecida, porque não preencheu o cartão de identificação que acompanhava o teste. Johnson ressaltou ainda que o governo está fazendo um “esforço massivo” para conter a variante brasileira, que é duas vezes mais contagiosa, segundo estudo da Fiocruz Amazônia. “Se você observar o que fizemos no caso da variante sul-africana, um esforço enorme foi feito. O mesmo está acontecendo agora para conter qualquer propagação da variante brasileira.” O ministro da Saúde do Reino Unido, Matt Hancock, afirmou que está tentando rastrear o viajante desconhecido, mas que não houve contaminações locais, nem registros de quebra de quarentena. “Nosso objetivo é conter essa transmissão para apenas essas seis pessoas”, afirmou. A Public Health England (PHE) trabalha com os correios britânicos para localizar a pessoa infectada com a variante brasileira. Especialistas acreditam que o indivíduo contaminado realizou o teste em casa ou utilizou um kit de teste fornecido por autoridades locais, entre os dias 12 e 13 de fevereiro, mas não preencheu os dados de contato. Ainda não há evidências de que a mutação seja mais letal que as outras, mas um estudo da Fiocruz Amazônia mostrou que a nova cepa tem uma chance até 61% maior de escapar da imunidade dada por infecção anterior. Em fevereiro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta sobre a possibilidade de redução da ação de anticorpos diante da cepa P1, mas ressaltou que estudos adicionais são necessários. A variante já foi identificada em países como França, Reino Unido, Alemanha, Espanha e Japão, assim como em 17 Estados brasileiros. A presença da variante brasileira também levanta dúvidas sobre a possibilidade normalização das viagens para o exterior durante as férias de verão na Europa, que estava sendo cogitada por parte da população à medida que a vacinação avançava e o governo britânico compartilhava um calendário para a reabertura da economia. OMS ALERTA Não é realista acreditar que o mundo vai derrotar a pandemia da covid-19 até o final deste ano, anunciou a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta segunda-feira (1º). O diretor de emergências da OMS, Michael Ryan, afirmou que o vírus continua ativo, levando em consideração que o número global de novos casos aumentou esta semana, após sete semanas consecutivas de queda. “Seria muito prematuro e eu diria carente de realismo pensar que vamos acabar com o vírus até o final deste ano”, disse Ryan em entrevista coletiva. “Mas acho que o que podemos interromper, se formos inteligentes, são as hospitalizações, as mortes e a tragédia que esta pandemia traz”, acrescentou. Ryan ressaltou que o objetivo da OMS é diminuir os níveis de contágio, ajudar a prevenir o surgimento de variantes e também reduzir o número de pessoas que adoecem. Destacou que vacinar o pessoal de saúde mais exposto e as pessoas vulneráveis “reduz o medo e a tragédia” da pandemia. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, deseja que a vacinação do pessoal de saúde esteja em andamento em todos os países nos primeiros 100 dias de 2021. Ele saudou o fato de que as primeiras injeções da aliança global de acesso à vacina, o mecanismo Covax, ocorreram em Gana e na Costa do Marfim, embora tenha lamentado que isso aconteça quase três meses após o início das campanhas de vacinação nos países ricos. “É uma pena que em alguns países continuem vacinando com prioridade jovens e adultos saudáveis com baixo risco de contrair a doença, ao invés de vacinar trabalhadores de saúde e idosos em outros lugares”, acrescentou.