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UFPE quer cobrar aluguel

As matérias veiculadas pelo jornal citado como “fonte” não representam a opinião do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe). O clipping tem por objetivo atualizar os leitores das principais notícias referentes à saúde veiculadas no país e, principalmente, no estado de Pernambuco

A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), por meio da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEXC), ingressou com seis notificações extrajudiciais para cobrar aluguel de um imóvel na Rua Amaury de Medeiros, no Derby, área central do Recife. Tombado como Patrimônio Cultural Pernambucano, o prédio abriga a Academia Pernambucana de Medicina (APM), o Memorial da Medicina de Pernambuco, além de outras instituições. O valor cobrado pela UFPE é de R$ 1.736,74 mensais. Caso não ocorra o pagamento, o imóvel deverá ser desocupado. Segundo explicou o neurocirurgião e presidente da APM, Hildo Azevedo, o prédio foi construído por médicos quando ainda não existia a UFPE. “O prédio foi construído entre 1925 e 1927 pelos médicos fundadores da então Faculdade de Medicina do Recife com reservas pessoais e com empréstimos que eles fizeram nas entidades bancárias. Então, quando houve a fundação da Faculdade do Recife, em 1948, o prédio da Faculdade de Medicina, que era um prédio particular, foi agregado ao acervo da então Universidade do Recife, que depois se tornou Universidade Federal de Pernambuco. Quer dizer, não houve nenhum gasto ao erário público em nenhuma situação”, disse. Azevedo relatou, ainda, que, durante alguns anos, o prédio ficou abandonado. E apenas foi requalificado após projeto apresentado pelo médico e professor Fernando Figueira, fundador da Academia Pernambucana de Medicina, junto ao então reitor da UFPE Paulo Maciel. Entre 1986 e 1987, entidades médicas tomaram posse e integraram o memorial. No prédio, funcionam também a Sociedade Brasileira de Médicos Escritores, Associação dos ex-alunos da Faculdade de Medicina, o Instituto Pernambucano de História da Medicina, entre outros. O presidente da APM afirmou que obteve apoio de entidades médicas do Estado e apoio jurídico para recorrer da notificação, que aconteceu no último dia 22 e tem prazo de 30 dias para regularização. O JC procurou a UFPE, mas ainda não teve resposta.