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Brasil se rende à vacina da Pfizer

As matérias veiculadas pelo jornal citado como “fonte” não representam a opinião do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe). O clipping tem por objetivo atualizar os leitores das principais notícias referentes à saúde veiculadas no país e, principalmente, no estado de Pernambuco

PANDEMIA Com recordes de mortes por covid-19, Governo publica intenção de comprar imunizantes da farmacêutica americana e também de Jansen

Sob pressão, com a quantidade de mortes pela covid-19 continuando a bater registros diários, o aumento das restrições à circulação pelo País e o avanço ainda lento da imunização, o Ministério da Saúde informou ontem que acertou a compra de 100 milhões de doses da vacina da Pfizer e negocia a aquisição do imunizante da Janssen. Isso após meses rejeitando propostas dessas empresas. O Departamento de Logística em Saúde do Ministério da Saúde publicou, em edição extra do Diário Oficial da União, os avisos de dispensa de licitação para as compras. O consórcio de veículos de imprensa relatou ontem 1.840 mortes pela covid-19, o quinto recorde consecutivo. Além disso, o número põe o Brasil perto de assumir a liderança nos registros de óbitos em todo o mundo, só atrás dos Estados Unidos, que têm observado queda na incidência nas últimas semanas – e a maioria dos grupos de categorias de verificação já marcas mortes diárias abaixo de 2 mil. São 43 dias seguidos com média móvel (a dos últimos sete dias) acima de mil – foram 1.332. Na prática, isso significa dizer que 9,3 mil pessoas morreram na última semana. O Brasil vive o seu pior momento da pandemia. Dezoito Estados e o Distrito Federal têm taxa de ocupação de leitos de UTI acima dos 80%. No geral, são 259.402 mortos. IMUNIZADOS O número de pessoas vacinadas com uma primeira dose contra a covid-19 no Brasil chegou ontem a 7.351.265, de acordo com dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa, o que representa apenas 3,47% da população. Como comparação, os EUA relatam 78 milhões de imunizados. Ontem o Ministério da Saúde informou que o titular da pasta, Eduardo Pazuello, pediu para a sua equipe ‘acelerar’ os contratos com as farmacêuticas. ‘Estamos discutindo a possibilidade de contratação da vacina da Pfizer, que hoje se torna realidade’, disse o general, em vídeo, após reunião com a farmacêutica. Pazuello e o presidente Jair Bolsonaro rejeitam há meses a oferta da Pfizer. A previsão agora é de compra de 100 milhões de doses, e 9 milhões chegariam ao País até junho, 30 milhões até setembro e o restante até o fim do ano. Nos últimos meses, o titular da Saúde tem sido pressionado a avançar nas mesmas com as farmacêuticas e a ampliar a lista de vacinas. DOSE ÚNICA Pazuello também pediu para a sua equipe acelerar a compra da vacina da Janssen. Este imunizante tem eficácia de 66% e exige a aplicação de apenas uma dose, mas ainda não tem aval para uso no Brasil. O Brasil negocia 38 milhões de doses do produto, que chegariam ao País a partir de outubro. Também procurada, a Janssen não se manifestou. A vacina da Pfizer foi a primeira a receber registro pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) contra a covid-19, em 23 de fevereiro. O imunizante tem eficácia global de 95%. Para a população acima de 65 anos, alcança 94%. Apesar da alta eficácia, Bolsonaro desdenhou em mais de uma oportunidade da proposta do laboratório. ‘Lá no contrato da Pfizer está bem claro: ‘Não nos responsabilizamos por qualquer efeito colateral. Se você virar um jacaré, é problema de você”, disse o presidente em 17 de dezembro. Procurada pela reportagem, a farmacêutica americana ainda não se manifestou. Após meses rejeitando propostas das empresas, País finalmente sinalizou o desejo de aquisição das doses