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Após novo recorde, promessa de vacinas

As matérias veiculadas pelo jornal citado como “fonte” não representam a opinião do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe). O clipping tem por objetivo atualizar os leitores das principais notícias referentes à saúde veiculadas no país e, principalmente, no estado de Pernambuco

O presidente Jair Bolsonaro afirmou, em transmissão ao vivo nas redes sociais, que o Brasil terá, ainda em março, 20 milhões de doses de vacina contra a covid-19 disponíveis e mais 40 milhões em abril. O anúncio ocorre logo após o Ministério da Saúde registrar 1.699 novas mortes em decorrência do vírus, totalizando 260.970 vidas perdidas. É o sexto dia seguido em que a média móvel de mortes pelo novo coronavírus bate recorde no País desde o início da pandemia. A quantidade informada pelo chefe do Planalto bate com a previsão do Instituto Butantan de entregar 21 milhões de doses da Coronavac até o fim do mês para aplicação pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Na live, o presidente também apontou que o Ministério da Saúde já contratou 400 milhões de doses de diferentes fármacos até janeiro de 2022 e que haveria mais 178 milhões de doses de vacinas “em tratativas”. Bolsonaro lembrou ainda a confirmação, pela Pasta, de compra de 100 milhões de doses da Pfizer, que o governo federal vinha recusando desde o segundo semestre de 2020, e de 38 milhões de doses da Janssen. O Ministério comandado por Eduardo Pazuello só anunciou a aquisição dos imunizantes da Pfizer e da Janssen após a aprovação, pelo Congresso Nacional, do projeto de lei (PL) 534/2021, que autorizou a União, Estados e municípios a assumir os riscos de responsabilização civil por eventuais efeitos adversos pós-vacinação. Antes disso, o Planalto vinha alegando “óbices jurídicos” para justificar a recusa em fechar contratos com as farmacêuticas. Com recordes de mortes, hospitais à beira do colapso e uma campanha de vacinação lenta, o Brasil vive a fase mais letal da pandemia do coronavírus sem uma estratégia nacional para contê-la. “Pela primeira vez desde o início da pandemia, verifica- -se em todo o país o agravamento simultâneo de diversos indicadores”, afirmou esta semana a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Trata-se de um “cenário alarmante” com o aumento de casos e óbitos, altos índices de síndrome respiratória aguda grave (SARS) e uma ocupação de mais de 80% dos leitos das unidades de terapia intensiva (UTI) em 19 dos 27 estados e o Distrito Federal, explicou a instituição. Desde janeiro, o país não consegue ficar abaixo de mil mortes por dia, como aconteceu entre junho e agosto do ano passado, durante a primeira onda. O pico é resultado, segundo os especialistas, da falta de distanciamento social durante as festas de fim de ano e das aglomerações do verão e do Carnaval, apesar da folia ter sido formalmente proibida. Alguns estudos também apontam para a nova variante do coronavírus que surgiu em Amazonas, chamada de P.1, duas vezes mais contagiosa, que já foi detectada em 17 estados e está causando alarme no mundo todo. Essa emergência “não é uma surpresa, é a gente não ter se preparado, porque o cenário de aumento de casos estava previsto. Sabemos que temos uma variante entre nós. Teria que ter havido ‘lockdown’ antes”, disse a vice- -presidente da Sociedade Brasileira de Imunologia (SBI), Isabella Ballalai. O Brasil também ultrapassou os EUA na média de novas mortes diárias por covid-19 por milhão de habitantes, segundo o projeto de transparência de dados Our World in Data, da Universidade de Oxford (Reino Unido).