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Sputnik V na rota do Nordeste

As matérias veiculadas pelo jornal citado como “fonte” não representam a opinião do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe). O clipping tem por objetivo atualizar os leitores das principais notícias referentes à saúde veiculadas no país e, principalmente, no estado de Pernambuco

Governadores do Nordeste anunciaram, ontem, um acordo para aquisição de 39,6 milhões de doses da vacina russa contra covid-19 Sputnik V, que devem ser incluídas no Plano Nacional de Imunização (PNI). Segundo o governador da Paraíba, João Azevêdo (Cidadania), a assinatura do contrato de compra está marcada para hoje, assim como o pronunciamento do governo de Pernambuco sobre o tema. A negociação entre o Consórcio Nordeste, que reúne os nove estados da região, e o Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF, na sigla em inglês) teve início no ano passado, sob a condução do governador da Bahia, Rui Costa (PT), e foi viabilizada com a sanção por parte do governo federal do Projeto de Lei (PL) 534/2021, que autoriza estados, municípios e o setor privado a comprarem vacinas contra a covid-19 com registro ou autorização temporária de uso no Brasil. A proposta foi apresentada pelos governadores ao ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, por meio de videoconferência. “Agradecemos ao governador Rui Costa por todo empenho ao longo desses meses para garantir a disponibilidade das doses e também ao ministro Pazuello pela pronta concordância, aprovação e agendamento para assinatura do contrato de compra já na manhã desta sexta-feira (hoje)”, afirmou governador da Paraíba. Liberada em países como Argentina, Venezuela, Irã e Coreia do Sul, a Sputnik V tem eficácia de 91,6%, segundo dados publicados na revista científica The Lancet. Uma resolução aprovada pela diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e publicada em edição extra do Diário Oficial da União, ontem, regulamenta a autorização excepcional e temporária para a importação por estados, municípios e o Distrito Federal de medicamentos e vacinas contra a covid-19 que ainda não possuam registro sanitário no Brasil mas já estejam autorizadas em outros países, o que pode facilitar a entrada no País da Sputnik V. Segundo a Anvisa, os medicamentos e vacinas importados devem ter indicação específica para tratamento ou prevenção da covid-19 aprovada pela respectiva autoridade sanitária estrangeira e precisam ter, pelo menos, estudos clínicos de fase 3 concluídos ou com resultados provisórios. De acordo com a resolução, a importação excepcional e temporária deve ser submetida à apreciação e autorização da diretoria colegiada da Anvisa, ter o aval para uso emergencial por pelo menos uma das autoridades sanitárias internacionais listadas pela agência e ter autorizada a distribuição em seus respectivos países. A Anvisa esclarece que o importador será o responsável pela qualidade, eficácia e segurança do medicamento ou vacina importado, assim como pelo monitoramento das condições de transporte.