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UTIs correm risco de ficar sem profissionais de saúde

As matérias veiculadas pelo jornal citado como “fonte” não representam a opinião do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe). O clipping tem por objetivo atualizar os leitores das principais notícias referentes à saúde veiculadas no país e, principalmente, no estado de Pernambuco

Para o médico Demetrius Montenegro, a vacinação com redução de pessoas circulando nas ruas é o melhor cenário para reduzir o contágio da Covid-19

A ocupação de leitos de UTI, ponto-chave para as medidas mais restritivas definidas pelo Governo de Pernambuco a partir da próxima quinta-feira (18), não é o único, mas um dos itens problemáticos na gestão da pandemia, de acordo com o infectologista Demetrius Montenegro, do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC). Para ele, há um limite para a abertura de novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva e não é o financeiro, mas humano. O profissional acredita que chegará um momento em que não haverá profissionais para tantos leitos. Atualmente, Pernambuco já dispõe de mais de dois mil na rede pública.

“Eu acredito que a tendência é piorar a situação. Todo mundo sabe que muitos leitos foram abertos e outros estão para abrir, mas isso tem um limite. Não é só uma questão financeira de compra de aparelhos, é um limite de profissionais mesmo. Vai chegar um momento em que vão faltar profissionais para trabalhar em UTI”, desabafou o médico, em entrevista exclusiva ao Diario.

Demetrius classifica a situação de Pernambuco como ‘lamentável’, mas não pela atuação dos gestores, mas a negação do problema por uma parte da população. “As pessoas estão desafiando a vida. Isso é muito sério. O pior é que as pessoas que estão aglomerando têm um quadro clínico mais leve, portanto, muita gente está se confiando nisso. Mas o que estamos vendo agora nas UTIs é um número cada vez maior de jovens com casos graves de Covid”, alertou.

O infectologista, inclusive, concorda com as medidas mais duras anunciadas ontem. No entender dele, a vacinação aliada à redução de pessoas circulando é o melhor cenário para reduzir o contágio e a pressão sobre o sistema de saúde.

“Seria a situação mais acertada de tomar [medidas restritivas] porque você vai diminuir a circulação, associando-se a isto terá um maior número de pessoas vacinadas. Países adiantados com a vacinação e com o lockdown diminuíram muito a transmissão e casos”.