Pesquisar
Agendar Atendimento

Serviços

ver todos

Colapso pode atingir profissionais de saúde

As matérias veiculadas pelo jornal citado como “fonte” não representam a opinião do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe). O clipping tem por objetivo atualizar os leitores das principais notícias referentes à saúde veiculadas no país e, principalmente, no estado de Pernambuco

Ao lado do secretário estadual de Saúde, André Longo, durante coletiva no Palácio do Campo das Princesas ontem à tarde, o infectologista Demétrius Montenegro alertou para a sobrecarga progressiva no sistema de saúde. E não se referiu apenas à taxa de ocupação de UTI’s, mas também para um risco de colapso no quadro de profissionais e insumos para atendimento aos pacientes.

Conforme a análise da Secretaria Estadual de Saúde, o prolongamento da crise sanitária sinalizaria um risco direto da mão de obra especializada. “Aumentando o número de casos pode sim ocorrer um colapso por falta de profissionais, sendo uma grande preocupação nossa. Para os leitos de UTI, por exemplo, que é um trabalho mais especializado, a atividade não requer apenas médicos, mas fisioterapeutas e técnicos de enfermagem”, destacou o infectologista Demetrius Montenegro, presente na entrevista coletiva de ontem, ao lado de Longo.

O profissional fez um alerta no tocante também à carência de insumos, uma grave realidade que vem percorrendo o país e já chega a Pernambuco. “As medicações que são utilizadas para manter uma pessoa na ventilação mecânica começam a faltar. Todos os hospitais estão em uma corrida imensa com os fornecedores para a compra e aquisição destes produtos, que estão escassos. Existe uma concorrência grande para a aquisição entre estados e municípios na busca de medicações que são fundamentais”, ressaltou Montenegro.

Ele concluiu o argumento lembrando que o agravamento desse quadro pode levar a um sofrimento ainda maior das pessoas que necessitarem de ventilação mecânica, pois inviabilizaria a entubação sem dor. “Caso os números não diminuam e não se consiga mais materiais, essas vítimas da Covid-19 terão que ficar entubadas sem estarem sedadas, levando a um sofrimento muito grande, inviabilizando completamente a recuperação”, explicou.