Pesquisar
Agendar Atendimento

Serviços

ver todos

Reabertura em 1º de abril

As matérias veiculadas pelo jornal citado como “fonte” não representam a opinião do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe). O clipping tem por objetivo atualizar os leitores das principais notícias referentes à saúde veiculadas no país e, principalmente, no estado de Pernambuco

Em meio ao momento de crescimento exponencial da pandemia de covid-19 em Pernambuco, com recordes de confirmações diários de casos, o governo estadual decidiu estender a quarentena mais rígida até o próximo dia 31. Com isso, serão 14 dias seguidos de medidas restritivas em todo o território. A partir do dia 1º, será iniciado um novo plano de convivência com a pandemia, com regras válidas até 25 de abril. “As atividades econômicas poderão reabrir das 10h às 20h nos dias de semana; das 9h às 17h aos sábados, domingos e feriados. As praias voltarão a ter atividades físicas individuais permitidas. A volta às aulas estará liberada a partir de 5 de abril para a rede privada e para o ensino médio da rede estadual”, anunciou, ontem, o governador Paulo Câmara sobre as novas medidas. Ele acrescentou também que as celebrações religiosas poderão voltar a acontecer, desde que sigam protocolos e horários pré-estabelecidos (veja arte ao lado). Apesar do início da flexibilização das restrições daqui a seis dias, o governador reforçou que a pandemia não acabou em Pernambuco. “Há um caminho longo pela frente até a superação total desse flagelo. Todos já sabemos quais são as atitudes que permitem conviver com a doença”, disse Paulo, que ressaltou o atual momento como decisivo no enfrentamento à crise sanitária, que já tirou a vida de quase 12 mil pessoas no Estado. Em coletiva pela internet realizada ontem, o secretário de Saúde de Pernambuco, André Longo, também apelou para que os cidadãos respeitem a quarentena mais dura. “Muito do que vivemos hoje é decorrente do descumprimento das normas sanitárias pelas pessoas. A gente não está pedindo muito. Queremos um comportamento coerente com o momento que vivemos para que possamos ter a oportunidade de voltar a ter uma vida mais próxima do normal. Teremos restrições por muito tempo ainda, mas precisamos aprender a conviver (com o vírus)”, sublinhou Longo. Ele apresentou atualização do cenário epidemiológico no Estado e da mudança no perfil de internações nos leitos de terapia intensiva (UTI). De acordo com os dados, o Estado registrou aumento de 97% nas internações em vagas de UTI dedicadas à doença na rede pública entre a primeira semana epidemiológica (SE) do ano (de 3 a 9 de janeiro) e a última semana, a de número 11, de 14 a 20 deste mês. Segundo informou André Longo, apenas a faixa etária acima dos 85 anos não registrou crescimento no número de internações. “Nos indicadores entre os idosos com mais de 85 anos, nós já sentimos o efeito positivo da imunização, já que Pernambuco antecipou de forma pioneira e acertada o processo de imunização deste público”, destacou. Nesse grupo, entre janeiro e março deste ano, foi registrada uma redução de 22% nas internações em leitos de UTI: foram 50 pacientes internados entre 3 e 9 de janeiro e 39 na última semana. “Em todas as outras faixas etárias, estamos observando um aumento nas internações em UTI. Como não temos nenhum medicamento que trate a covid-19, a mortalidade dos pacientes com suporte intensivo (na UTI) é muito elevada. Isso reforça que só é possível interromper a aceleração da doença com a redução na circulação de pessoas e principalmente com o reforço no cuidado”, afirmou. Os maiores aumentos no número de internações foram nos grupos entre 20 e 39 anos; 40 a 59 anos e 60 a 69 anos – que apresentaram percentuais de aumento de 145%, 195% e 120%, respectivamente. Nos grupos etários de 20 a 59 anos, o número de internamentos praticamente dobrou apenas nas últimas três semanas. Entre os adultos jovens (20 a 39 anos), foram registrados 50 casos na semana de 28 de fevereiro a 6 de março e 93 na última semana – aumento de 86%. Já entre os adultos com idades entre 40 e 59 anos, o aumento no período foi de 80%, com 169 registros há 15 dias e 304 na última semana. O médico Demetrius Montenegro, chefe do setor de Infectologia do Hospital Universitário Oswaldo Cruz, corroborou os dados do governo sobre o aumento no número de casos em pessoas jovens. “Um ano após o início dessa luta, estamos vivendo novamente uma grande onda, com o acréscimo no número de casos em pessoas mais jovens, que estão se expondo muito. A gente está cansada de ver gente morrendo e à espera de um leito. Isso magoa, é doloroso e traz bastante sofrimento. Não fiquem cegos para esta doença”, desabafou o infectologista ontem, quando o Estado ultrapassou a marca de 1.800 pessoas que recebem assistência em terapia intensiva (UTI). Entre elas, 1.424 estão em leitos públicos e 418 em vagas privadas. Ainda durante a coletiva, o secretário André Longo intensificou o recado sobre a importância de todos se protegerem. “A decisão de usar a máscara faz a diferença para diminuir níveis de contaminação e reduzir taxas de ocupação de leitos; é muito importante para salvar vidas. Precisamos passar a constranger quem está sem máscara ao nosso lado. Vamos ser fiscais do comportamento dos outros. Quem não usa máscara trabalha contra o comércio e o plano de convivência com o vírus.”