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Brasil terá duas vacinas totalmente nacionais

As matérias veiculadas pelo jornal citado como “fonte” não representam a opinião do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe). O clipping tem por objetivo atualizar os leitores das principais notícias referentes à saúde veiculadas no país e, principalmente, no estado de Pernambuco

Horas depois de o Instituto Butantan anunciar a ButanVac, o ministro Marcos Pontes confirmou a produção de vacina financiada pela União

O Instituto Butantan anunciou na última sexta-feira (26) que começou a desenvolver a produção-piloto da primeira vacina brasileira contra o novo coronavírus. A expectativa é que os ensaios clínicos de fases 1 e 2 em humanos comecem em abril, o que ainda precisa de autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e de que 40 milhões de doses estejam prontas até o fim de 2021 para distribuição nacional. Horas depois do anúncio do instituto de São Paulo, o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), Marcos Pontes, anunciou  que pesquisadores financiados com recursos do governo federal entraram com pedido na Anvisa de realização de testes para outra vacina contra a Covid-19, batizada de Versamune-CoV-2F.

Desenvolvida e produzida integralmente no Butantan, a ButanVac não tem necessidade de importação do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA). Segundo o governo, os resultados dos testes pré-clínicos realizados com animais se mostraram “promissores”, o que permitiria evoluir para estudos clínicos em humanos.

A iniciativa do novo imunizante faz parte de um consórcio internacional do qual o Instituto Butantan é o principal produtor, responsável por 85% da capacidade total, de acordo com o governo do estado, e tem o compromisso de fornecer a vacina ao Brasil e aos países de baixa e média renda.

Já imunizante anunciado pelo governo federal está sendo desenvolvido pelo pesquisador Célio Lopes Silva, professor titular da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo de Ribeirão Preto, em parceria com as empresas Farmacore Biotecnologia e PDS Biotechnology Corporation.

Questionado por que o anúncio do governo federal aconteceu no mesmo dia do realizado pelo governo de São Paulo, Marcos Pontes disse que é uma “coincidência”. “Não tem nada a ver uma coisa com a outra. Eu estava na expectativa de anunciar. É uma coincidência que ele (governador João Dória) tenha anunciado em São Paulo”, assegurou o titular do MCTI.