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Agilizar as vacinas

As matérias veiculadas pelo jornal citado como “fonte” não representam a opinião do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe). O clipping tem por objetivo atualizar os leitores das principais notícias referentes à saúde veiculadas no país e, principalmente, no estado de Pernambuco

Após a primeira semana do mês em que ultrapassamos a marca de 4 mil mortes em um único dia, como alerta de um abril tenebroso, o desafio das autoridades é agilizar a distribuição das vacinas no imenso território nacional. A capilaridade do Sistema Único de Saúde (SUS) é uma vantagem reconhecida em relação a outros países, até mais desenvolvidos que o Brasil. Falta aproveitar o potencial da rede do SUS para acelerar a campanha de imunização, fazendo a esperança chegar em todos os municípios, desafogando os hospitais e freando a disseminação do coronavírus. Uma vez que a expectativa é positiva para o aumento da produção das vacinas que estão sendo finalizadas no País, pela Fiocruz e pelo Instituto Butantan, e com a promessa de que vão chegar mais alguns milhões de doses de outros laboratórios nos próximos meses, abril tem que ser o mês da virada no combate à Covid-19. O ranking dos estados na relação entre doses recebidas e aplicadas coloca Pernambuco em 16º lugar, com pouco mais da metade das vacinas efetivamente distribuídas. Segundo o governo estadual, a estatística não reflete a realidade, e o problema estaria no preenchimento dos dados pelos municípios. Seja como for, o quadro é indicativo de um panorama que não diz respeito apenas ao nosso estado, e precisa melhorar muito para se alcançar a velocidade de escape da pandemia. Sem acelerar o ritmo das aplicações na população, mais de um ano depois do começo da pandemia, o risco é nos depararmos com outro ano de mortes, estrangulamento dos serviços de saúde, economia parada e aumento considerável da pobreza e da miséria. O caminho está à vista e não há outra alternativa a não ser apertar o passo, para que possamos sair logo desse descalabro. A aplicação de um milhão de doses num dia foi a boa notícia, na semana passada. Mas o ritmo de contaminação da Covid-19 continua alto no País, forçando o sistema de saúde para além da capacidade estrutural instalada – e mesmo além de estruturas emergenciais que estão sendo disponibilizadas. Combater a pandemia na ponta da doença é muito mais difícil, sobretudo quando se dispõe da imunização para fazer a coisa certa, inibindo o descontrole do contágio. Mesmo que os países que estão mais avançados na vacinação mostrem que todo cuidado continua sendo pouco até que o volume de imunizados seja sufi – ciente para barrar o vírus, é fundamental que os brasileiros recebam as doses o mais rápido possível. Quanto mais gente vacinada, mais gente salva e menor a disseminação. Em Pernambuco, quase 80% das doses para a primeira aplicação foram dadas, de acordo com o governo do Estado. O monitoramento do ritmo da vacinação deve primar pela finalização do estoque recebido, apoiando os municípios no que for demandado com esse objetivo. Aqui e em todo o País, a distribuição das vacinas é uma operação complexa, cujos obstáculos não podem tardar a ser transpostos. Como temos visto dolorosamente, o tempo, na pandemia, corre contra a vida.