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AstraZeneca passa em testes

As matérias veiculadas pelo jornal citado como “fonte” não representam a opinião do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe). O clipping tem por objetivo atualizar os leitores das principais notícias referentes à saúde veiculadas no país e, principalmente, no estado de Pernambuco

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) reafirmou, ontem, o apoio à vacina da AstraZeneca, apesar de seus “raros” efeitos colaterais, segundo especialistas, como os coágulos sanguíneos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) foi mais cautelosa, estimando que o vínculo era “plausível”, mas não confirmado. Os coágulos sanguíneos despertaram uma onda de inquietação, especialmente na Europa, em grande parte por causa das próprias contradições das autoridades. “Devemos falar em uma só voz na UE para melhorar a confiança nas vacinas”, disse a comissária europeia de Saúde, Stella Kyriakides, para quem o sistema de vigilância de medicamentos “funciona”. Países como Canadá, França, Alemanha e Holanda recomendaram não usar essa vacina em jovens, após a detecção de coágulos. A Itália reserva seu uso para maiores de 60 anos e a Bélgica para maiores de 55 anos. De acordo com a EMA, até 4 de abril foram detectados 222 casos de trombose atípica após 34 milhões de inoculações desse medicamento em 30 países do Espaço Econômico Europeu (UE, Islândia, Noruega, Liechtenstein). A reguladora europeia afirmou que os coágulos sanguíneos são um efeito colateral “muito raro”, encorajando os países a continuarem a usar o imunizante, já que o balanço entre riscos e benefícios segue sendo “positivo”. A diretora-executiva da EMA, Emer Cooke, destacou que esses coágulos podem ser uma resposta imunológica, embora “não tenha sido possível confirmar fatores de risco específicos como idade, sexo, ou histórico médico”. Ao mesmo tempo, o comitê científico que assessora o governo britânico recomendou que o imunizante da AstraZeneca seja usado apenas em pessoas com mais de 30 anos, como “precaução”. De acordo com a reguladora britânica de medicamentos, dos 79 casos de coágulos sanguíneos em pessoas vacinadas relatados no Reino Unido, 19 foram fatais. A AstraZeneca celebrou os relatórios dos reguladores europeus e britânicos reafirmando que “a vacina oferece proteção de alto nível contra todas as formas graves de covid-19.” Desenvolvida pelo laboratório sueco-britânico e a Universidade de Oxford, a vacina foi administrada em pelo menos 111 países, à frente da Pfizer/BioNTech (67 países), ou da Moderna (pelo menos 39 países). O subcomitê covid-19 do Comitê Consultivo Global da OMS sobre Segurança de Vacinas (GACVS) revisou relatórios de casos raros de coágulos sanguíneos com plaquetas baixas após a vacinação com a vacina AstraZeneca. “São necessários estudos especializados para compreender plenamente a relação potencial entre a vacinação e possíveis fatores de risco”, ressaltaram, em comunicado, os especialistas da OMS na área das vacinas, que insistiram que estes fenômenos, “apesar de preocupantes, são muito raros”. Mais de 200 milhões de pessoas já receberam a vacina AstraZeneca. Este subcomitê, reunido ontem, indicou que examinará novos dados, se reunirá na próxima semana e “publicará novas recomendações se necessário”.

RESTRIÇÕES

A chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou que apoia a ideia de aplicar um “confinamento curto” em toda Alemanha. Ontário, a província mais populosa do Canadá com 14 milhões de habitantes, declarou estado de emergência e será confinada novamente por um mês a partir de hoje, na tentativa de conter a terceira onda de infecções. Enquanto isso, a Índia, que registrou um recorde de quase 116.000 novos casos de coronavírus, um recorde, decidiu impor toques de recolher em 20 cidades, incluindo a capital, Nova Delhi. O Serum Institute (SII) daquele país – maior fabricante mundial de vacinas anticovid – alertou que precisará de mais recursos do governo indiano por causa das restrições às exportações. A pressão colocou a capacidade de produção do SII “sob muito estresse, para ser franco”, disse o CEO da empresa, Adar Poonawalla. Já o grupo francês Delpharm começou a envasar a vacina Pfizer/BioNTech em uma fábrica localizada 90 quilômetros a oeste de Paris. E na Austrália, que recebeu apenas 700.000 doses da vacina Oxford/AstraZeneca de um pedido de 3,8 milhões, o primeiro-ministro Scott Morrison culpou a União Europeia pelos atrasos na campanha de vacinação. No mundo inteiro, mais de 692 milhões de doses da vacina anticovid foram administradas, embora a maioria das doses esteja concentrada em um punhado de países. E ainda há fraudes: dois rapazes de trinta e poucos anos conseguiram se vacinar na Cidade do México depois de se disfarçarem de idosos. Eles foram descobertos e estão presos, disseram autoridades da capital.