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Tomou as duas doses contra a covid? Nada de liberou geral

As matérias veiculadas pelo jornal citado como “fonte” não representam a opinião do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe). O clipping tem por objetivo atualizar os leitores das principais notícias referentes à saúde veiculadas no país e, principalmente, no estado de Pernambuco

Neste momento da campanha de vacinação contra covid-19, em que uma (pequena) parcela da população já tomou as duas doses contra a covid-19, profissionais de saúde têm observado que parte desse grupo tem relaxado diante das medidas preventivas. É por isso que trazemos aqui explicações sinceras e que servem de alerta: a imunização completa (ambas as doses) não anula os riscos do adoecimento. Sim, as vacinas são seguras, mas só oferecem proteção contra o novo coronavírus 21 dias após a segunda dose. Em várias conversas com o médico Eduardo Jorge da Fonseca Lima, representante regional da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim), aprendemos que ambas as vacinas (CoronaVac e AstraZeneca) disponíveis no Brasil não anulam o risco de infecção pelo vírus. Elas são capazes de reduzir a gravidade da covid-19. Ou seja, quem já finalizou o esquema vacinal ainda tem chance de se infectar. Se isso acontecer, contudo, a chance de complicações se torna menor, em comparação com as pessoas não imunizadas que adoecem. “E um detalhe importante é que, mesmo aquelas pessoas vacinadas com as das doses e que adoecem com a forma leve, podem transmitir o vírus para outros”, alerta Eduardo Jorge. Ou seja, aquela frase que a gente costuma dizer (“depois que tomar a vacina, eu vou…”) precisa ser repensada. Ainda vamos ter que lidar com o novo coronavírus por muito tempo e, por mais que as vacinas tragam esperança, o nosso comportamento é o que vai realmente fazer a diferença para controlar a circulação do vírus — pelo menos, neste momento. Então, mesmo quem já recebeu as duas doses de CoronaVac ou AstraZeneca, precisa continuar seguindo todos os protocolos ditados pelas autoridades sanitárias. A máscara, que ainda é usada de forma incorreta por algumas pessoas, continuará por muito tempo ainda como nossa companheira. É ela que pode reduzir o risco de transmissão do novo coronavírus em 95%, de acordo com estudo do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), órgão de saúde dos Estados Unidos. Ainda assim, a vacinação contra a covid-19 pode ajudar a mudar o curso da pandemia. “Os estudos de efetividade têm mostrado o impacto da imunização, com redução no número de casos. Uma pesquisa em Manaus com a CoronaVac, por exemplo, da qual participaram quase 68 mil profissionais de saúde, revelou que a vacina tem eficácia até mesmo neste momento de circulação da P1 (variante brasileira do coronavírus identificada pela primeira vez na capital do Amazonas)”, ressalta Eduardo Jorge. Outra consideração a ser feita é que não se sabe ainda por quanto tempo deve durar a proteção oferecida pelas vacinas hoje disponíveis. Há quem diga que precisaremos tomar injeções todos os anos, como ocorre contra a gripe; outros especialistas consideram que o novo coronavírus é mais estável do que o influenza e, portanto, não exigiria a aplicação de doses anuais. Por enquanto, ninguém bate o martelo. Então, na prática, continuam valendo o uso da máscara, a higienização das mãos frequentemente e o distanciamento mínimo de 1,5 metro entre as pessoas. Talvez a tranquilidade se torne um tanto real no dia em que a cobertura vacinal for alta — isto é, quando pelo menos 80% da população estiveram imunizados. Mas hoje só temos cerca de 10% dos brasileiros com a primeira dose; 3% deles com ambas as aplicações. É pouquíssimo para pensarmos em proteção coletiva, que é o nosso sonho. Afinal, quanto menos pessoas adoecem, menor é a possibilidade de transmissão e mais saudável ficaremos. Por ora, a ameaça do novo coronavírus continua — e isso é o bastante para não baixar a guarda, tampouco para liberar geral, mesmo com as duas doses da vacina.

Gripe: imunização feita também em parques

A Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza (gripe), que começa amanhã, será dividida em três fases este ano: a primeira, em duas etapas, terá como público-alvo crianças de 6 meses a 5 anos, gestantes, puérperas (mulheres até 45 dias após o parto) e trabalhadores da saúde. Estes últimos serão vacinados na segunda etapa. No Recife, a imunização acontecerá em 153 unidades da Secretaria de Saúde, de segunda a sextafeira, das 8h às 17h, e em mais três parques da cidade: Sítio Trindade, em Casa Amarela; 13 de maio, na Boa Vista; e Dona Lindu (foto à direita), em Boa Viagem. Aos sábados e domingos, a imunização nos parques acontecerá das 7h às 19h. A lista completa com os locais de vacinação está disponível no site da Prefeitura do Recife. A segunda fase inicia em 11 de maio e vai até 8 de junho, quando será a vez de vacinar idosos a partir de 60 anos e professores. Já de 9 de junho a 9 de julho, poderão ser imunizadas as pessoas com comorbidades e deficiência permanente, além de outros públicos prioritários.

Qual vacina tomar primeiro?

A vacina contra a covid-19 deve ser priorizada e, por isso, é indicado que as pessoas dos grupos prioritários concluam o esquema vacinal contra o novo coronavírus antes de receberem a vacina contra gripe. Dessa maneira, os idosos a partir de 60 anos e os trabalhadores da saúde só devem ser imunizados contra a gripe a partir da segunda etapa da campanha. Além disso, deve ser respeitado um intervalo mínimo de 14 dias entre as vacinas contra covid-19 e gripe. O imunizante contra influenza não tem eficácia contra o novo coronavírus, mas a imunização vai ajudar os profissionais de saúde na exclusão do diagnóstico para covid-19, que tem alguns sintomas parecidos com os da gripe. O objetivo é reduzir complicações, internações e a mortalidade decorrentes das infecções provocadas pelos vírus influenza, além de desafogar os serviços de pronto atendimento.

Médico alerta para dor crônica

A dor crônica é constante; pode durar semanas ou até meses. É causada por uma inflamação ou disfunção dos nervos, traz sofrimento físico e psicológico. Estima-se que o problema limita a vida de cerca de 30% da população brasileira. “O ponto mais comum é nas costas, mas há outros quadros como cefaleia, dores na região lombar, nas articulações, na região cervical, torácica e addominal”, explica o ortopedista da Sociedade Brasileira de Ortopedia Carlos Romeiro. O médico explica que, na maioria dos casos, a dor crônica está relacionada aos aspectos psicoemocionais como ansiedade, qualidade de sono, medo, depressão, relações de trabalho e situação socioeconômica. “Portanto, todos esses fatores contribuem para dar início, manter ou acelerar as condições de dor”, diz. O estresse decorrente da pandemia de covid-19 favoreceu o aumento de casos. “É preciso se cuidar, mesmo diante desse momento em que estamos enfrentando. Recomendo que, diante de qualquer sinal de dor no corpo, o paciente procure imediatamente um médico para orientações”, frisa Carlos Romeiro.

Olfato

A perda de olfato é condição que pode permanecer mesmo depois da fase aguda da covid-19, que geralmente dura 14 dias. O otorrinolaringologista Corintho Viana frisa que esse sintoma ocorre de forma relativamente rápida e súbita. “Um treinamento olfatório pode ajudar a recuperar a memória dos neurônios localizados no teto do nariz, através de cheiros específicos. Isso também pode ser feito em casa, com óleos e essências, como a de limão, cravo e eucalipto, além de pó de café”, orienta Corintho.

Cardápio

Com a alta da pandemia de covid-19, temos passado mais tempo em casa para ajudar a diminuir a circulação do vírus. No nosso lar, o médico Diego Pascaretta, especialista em emagrecimento e qualidade de vida, reforça que é fundamental buscar uma disciplina alimentar. “É uma grande aliada nesses momentos de isolamento social. Uma dica valiosa é o cuidado com dietas da moda. O ideal é seguir um cardápio personalizado, pois cada pessoa tem particularidades”. Ele alerta que dietas restritivas podem prejudicar a imunidade e não resolver a manutenção de peso com saúde. Por isso, é essencial orientação profissional antes de qualquer mudança no cardápio.

Ações em Suape para cuidar da saúde mental

Com foco no cuidado da saúde mental de seus colaboradores neste cenário crítico da pandemia, a empresa Suape lança mais um projeto voltado para o bem-estar das equipes. A iniciativa é fruto de uma parceria com a empresa Azin Empreendedores Criativos, que oferece o curso online. A atividade tem como objetivo oferecer ensinamentos para aprimorar o relacionamento entre os colaboradores. “Pensamos muito em tudo o que os nossos colaboradores estão passando para propor atividades que fortaleçam as suas emoções e ajudem a construir uma inteligência emocional salutar para a vida e o trabalho”, explica a coordenadora de Recursos Humanos de Suape, Aline Lira.