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TCU manda distribuir testes

As matérias veiculadas pelo jornal citado como “fonte” não representam a opinião do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe). O clipping tem por objetivo atualizar os leitores das principais notícias referentes à saúde veiculadas no país e, principalmente, no estado de Pernambuco

O ministro Benjamin Zymler, do Tribunal de Contas da União (TCU), determinou que o Ministério da Saúde distribua imediatamente testes para diagnóstico da covid-19 que ainda estão encalhados. A existência de milhões de exames do tipo RT-PCR armazenados em um galpão de São Paulo, e prestes a terem os prazos de validade vencidos, foi revelada em novembro.

Na decisão, o ministro do TCU determinou que o ministério aplique “imediata destinação” aos testes por entender que os insumos podem ser perdidos. Ainda há cerca de 3 milhões de itens encalhados.

No despacho, o ministro apresenta os principais motivos para o encalhe. Entre eles está a falta de articulação do ministério com Estados e municípios, a compra de apenas parte dos insumos necessários à realização dos exames e dúvidas sobre a compatibilidade dos testes de detecção com os equipamentos das unidades de apoio da Fiocruz e laboratórios locais.

Para que os testes não sejam desperdiçados, o Brasil precisará usá-los em ritmo muito superior ao que vem usando até agora. “Para que não haja a perda do insumo, em abril e maio deste ano seria necessária a utilização de uma média de 14.500 kits, número superior, portanto, à média de 6.179 dos últimos doze meses”, diz Zymler.

Cada kit possui insumos para cem testes que atestam a infecção pelo novo coronavírus. O não cumprimento da determinação pode acarretar em pagamento de multa pelo ministério. O Ministério da Saúde chegou a estocar 6,8 milhões de exames, materiais que custaram R$ 764,5 milhões.

Após a revelação do Estadão, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em dezembro, prorrogou a validade dos testes por mais quatro meses. Apesar de mais prazo e da pressão sobre o então ministro Eduardo Pazuello, ainda existem kits estocados. O RT-PCR é considerado “padrão ouro” na detecção da covid-19.