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FNP anuncia 30 mi de doses

As matérias veiculadas pelo jornal citado como “fonte” não representam a opinião do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe). O clipping tem por objetivo atualizar os leitores das principais notícias referentes à saúde veiculadas no país e, principalmente, no estado de Pernambuco

O Consórcio Conectar, liderado pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP), anunciou, nessa terça-feira (10), ter iniciado tratativas com o Fundo Soberano Russo (RDIF) para a compra de 30 milhões de doses da vacina contra a covid-19 Sputnik V. Os primeiros lotes do imunizante podem chegar em até três semanas após a assinatura do contrato, que, segundo o consórcio, deve acontecer ainda neste mês. Com mais de 2 mil municípios, que representam cerca de dois terços da população do País, o Conectar informou que cerca de 5 milhões de doses devem ser entregues entre maio e junho. As 25 milhões de doses restantes devem chegar até dezembro deste ano. O presidente do consórcio, Gean Loureiro (DEM), prefeito de Florianópolis (SC), participou de uma reunião com o Ministério da Saúde para alinhar a aquisição e a distribuição das doses. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ainda não deu a autorização para o uso da Sputnik V no País. A inspeção nas fábricas russas do imunizante, que é parte do protocolo da agência, deve acontecer na próxima semana, entre os dias 19 e 23 de abril. Na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro conversou por telefone com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, sobre a importação e um possível início da produção do imunizante no Brasil. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski definiu ontem um prazo de 30 dias para que a Anvisa decida sobre o pedido do governo do Maranhão para importar a Sputnik V. O imunizante é produzido pelo Instituto Gamaleya da Rússia. O prazo definido pelo ministro é contado a partir de 29 de março, data do protocolo do pedido de autorização excepcional de uso e de importação da vacina e que também foi definido pela Lei 14.124/2021. Pela decisão, se o prazo de análise não for cumprido pela Anvisa, o governo local fica autorizado a importar o imunizante e fazer a aplicação na população “sob sua exclusiva responsabilidade, e desde que observadas as cautelas e recomendações do fabricante e das autoridades médicas”. “Entendo que a importação de vacinas pelo estado do Maranhão representará um importante reforço às ações desenvolvidas sob os auspícios do Plano Nacional de Imunização, notoriamente insuficientes, diante da surpreendente dinâmica de propagação do vírus causador da pandemia”, decidiu o ministro. Em nota divulgada no dia 10 de abril, a Anvisa informou que os pedidos de importação da vacina Sputnik V estão em análise e não foram negados ou decididos. De acordo com a agência, alguns documentos necessários não foram entregues, como relatórios técnicos sobre segurança e eficácia da vacina.

PFIZER

O consórcio Covax Facility, vinculado à Organização Mundial da Saúde (OMS), entregará ao governo brasileiro um lote de 842.200 doses da vacina contra a covid-19 fabricada pela Pfizer/BioNTech – com previsão de chegada para junho. O anúncio foi feito em nota conjunta do Ministério da Saúde e Itamaraty. Essa remessa de imunizantes faz parte do acordo feito entre o Brasil e a iniciativa internacional, que prevê 42,5 milhões de doses, suficientes para 10% da população. O volume entregue ao País até o momento, contudo, é pouco superior a 1 milhão de doses. No fim de março, o governo federal recebeu a primeira remessa prevista no contrato com o Covax. Nesse lote inicial, foram 1 022.400 doses do imunizante AstraZeneca/Oxford entregues, com fabricação na Coreia do Sul. Além do consórcio, o Brasil tem um contrato direto com a Pfizer, assinado em meados de março. A expectativa é que a farmacêutica americana entregue 100 milhões de doses ao País até o fim de 2021.