Pesquisar
Agendar Atendimento

Serviços

ver todos

Home office tira o sono dos brasileiros

As matérias veiculadas pelo jornal citado como “fonte” não representam a opinião do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe). O clipping tem por objetivo atualizar os leitores das principais notícias referentes à saúde veiculadas no país e, principalmente, no estado de Pernambuco

Ao longo de mais de um ano de pandemia de covid-19, quase oito milhões de pessoas trocaram o ambiente tradicional de trabalho pelo home office, segundo mostrou levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Assim, realizar as atividades da empresa na sala ou no quarto têm levado a efeitos psicológicos e emocionais, que podem impactar negativamente na qualidade de sono. Uma pesquisa recente do Instituto do Sono, em São Paulo, sobre as consequências do isolamento social diante do padrão de sono mostrou que 55,1% dos participantes alegaram piora do sono durante a pandemia. Entre as pessoas que relataram piora no sono, 75,1% tiveram mais preocupações, 64% permaneceram mais tempo em frente a telas de computador, televisão e celular, além de outros 54,1% que ficaram em casa de forma mais prolongada. Ao abordar a qualidade de sono, a pesquisa revela que 66,8% têm mais dificuldade para dormir, 61,6% passaram a dormir mais tarde e 59,4% acordam mais durante a noite. O levantamento envolveu 1,6 mil brasileiros, que responderam um questionário virtual. A mudança do regime de trabalho imposta pela pandemia levou a uma alteração abrupta na rotina de muita gente. E isso, segundos os especialistas, alterou o padrão de sono das pessoas. “Outros fatores contribuíram. Entre eles, podemos destacar o medo do novo coronavírus e do adoecimento, a redução das interações sociais e das opções de lazer, a sobrecarga de afazeres domésticos, as preocupações financeiras, o receio de perder o emprego e a convivência prolongada com os membros da família”, explica a diretora de Pesquisa e Ensino do Instituto do Sono, Monica Andersen. Mas o home office, ao que tudo indica, veio para ficar. Um estudo da Fundação Getúlio Vargas revela que esse regime de trabalho se mostrou efetivo e deve crescer 30% após a pandemia. Por isso, é preciso encontrar maneiras para conviver com a nova realidade e contornar eventuais problemas. Para ajudar a lidar com o home office e ter noites de sono restauradoras, o Instituto do Sono lista uma série de dicas. A primeira delas é a manutenção de uma rotina, com adoção de um atividades diárias regulares para manter o cérebro concentrado e o relógio biológico sincronizado. Não vale cair na tentação de apertar o botão “soneca” do despertador só porque não precisa se deslocar até o ambiente de trabalho. Por isso, é importante levantar no horário, tomar um banho, vestir-se confortavelmente e de forma apropriada para trabalhar, além de tomar café da manhã. Ou seja, é importante agir naturalmente, como em um dia de trabalho no ambiente com o qual se tinha costume antes da pandemia. Outro detalhe bem importante é que, apesar da flexibilidade ser uma das vantagens de trabalhar em casa, é fundamental nos comprometermos a cumprir o horário de trabalho da forma mais disciplinada possível. Essa atitude ajuda a separar a vida profissional da pessoal e ter realmente uma sensação de descanso quando o trabalho acaba. Por isso, segundo especialistas do Instituto do Sono, deve-se evitar a tentação de estar disponível a qualquer horário checando e-mails e mensagens, especialmente perto da hora de dormir, pois essas atividades podem deixar a mente em alerta. Mais uma orientação essencial é ter uma área dedicada exclusivamente para o trabalho. Não é preciso criar um escritório em casa. Mas é possível separar uma mesa, um canto no quarto ou na sala onde se consiga ter concentração. Assim, é bom passar longe de trabalho no sofá ou, pior, na cama. Ah, e fazer intervalos de tempos em tempos também ajuda, como dar pausas a cada uma ou duas horas para esticar as pernas, beber água, esvaziar a bexiga e recarregar a energia.

A luz azul

Em frente às telas, a pele ao redor dos olhos precisa de cuidados. “Bastante fina e menos hidratada, ela tende a ficar marcada com mais rapidez do que outras partes do rosto”, diz a dermatologista Vanessa Nóbrega (foto). Ela acrescenta que hábitos como trabalho remoto podem acelerar o “envelhecimento digital”, provocado pela luz ambiente e pela luz azul, decorrente de telas de smartphones, tablets e notebooks. Esses equipamentos emitem luz em direção à pele, que pode causar manchas. Vale, então, controlar o tempo que passamos em frente à tela, aumentar distância entre tela e rosto e caprichar no protetor solar.

Saúde mental 1

O Hospital Eduardo Campos da Pessoa Idosa, na Estância, Zona Oeste do Recife, lançou o projeto Por trás da máscara, voltado ao acolhimento de profissionais de saúde da linha de frente da covid-19 na unidade. “Percebemos que a pandemia tem levado os profissionais de saúde ao limite. Dessa forma, queremos promover um espaço facilitador de relaxamento e de expressão para nossos profissionais, onde eles possam dialogar sobre os sentimentos de perda, cansaço e ansiedade comuns neste contexto da covid-19”, explica a diretora de Cuidados Interdisciplinares do hospital, Stephanie Steremberg.

Saúde mental 2

O técnico de enfermagem da UTI do Hospital Eduardo Campos Edgar Silva foi um dos primeiros profissionais atendidos pelo projeto Por trás da máscara. “O desenvolvimento principalmente da ansiedade tem sido muito comum para nós. Além de vivenciarmos diariamente o contexto da covid-19 no ambiente hospitalar, ainda temos que lidar com a preocupação constante com nossos parentes e amigos. Já perdi amigos e parentes. Cheguei a pensar em deixar de trabalhar. Por isso, esse acompanhamento é fundamental para lidar com os nossos medos e continuarmos o trabalho da melhor forma possível”, relata Edgar.

No Imip

A música como recurso terapêutico é uma ferramenta de cuidado para o paciente e o trabalhador de saúde. Vários estudos apontam que a música melhora o humor e reduz o estresse. Por isso, a equipe de Cuidados Paliativos do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip) criou a Quinta Musical, uma atividade que ameniza a carga emocional dos profissionais de saúde e servir de acalanto para pacientes e acompanhantes. É um momento de descontração, às quintas-feiras. “Precisamos ampliar o olhar sobre o impacto da covid-19 na prática dos cuidados”, diz a médica Zilda Cavalcanti.

Alimentação pode ajudar no combate à covid-19

“Um corpo fragilizado e sedentário é o que o novo coronavírus mais quer”, acredita o médico Diego Santos, que tem se especializado em alimentação e qualidade de vida. Ele ressalta que manter uma alimentação e hábitos de vida saudáveis pode auxiliar na imunidade, o que pode ajudar a lidar com os efeitos da covid-19. “Dietas ricas em farinhas e pães são muito prejudiciais. Neste momento de pandemia, mais do que nunca, é importante consumir peixes, fígado e gema de ovo. Eles têm vitamina D, cuja deficiência pode ser prejudicial no combate a infecções. Há pacientes que chegam ao consultório com níveis baixos dessa vitamina, que tem papel direto na nossa imunidade. Por isso, a suplementação correta pode ser necessária”, orienta Diego, que deixa claro sobre a importância de não se fazer automedicação. Outro detalhe acrescentado pelo médico está relacionado com o zinco — que, para ele, é o principal mineral para fortalecer o sistema imune. “Ainda é importante não esquecermos o selênio, também necessário para o bom funcionamento do sistema imunológico. Pode ser encontrado nas oleaginosas (castanha-de-caju, castanha-do-Pará e amêndoas, por exemplo).” Para Diego Santos, a população precisa compreender que uma alimentação equilibrada, capaz de reforçar a imunidade e ajuda no combate a doenças, não é sinônimo de dieta restritiva, tampouco de pouca comida no prato. “Mas também não significa que vamos comer demais. O ideal é comer certo. Quem precisar de orientação para isso deve procurar uma ajuda especializada, que pode oferecer um cardápio individualizado”, destaca. E o sono regular, sobre o qual falamos na abertura desta coluna (leia o texto acima), tem um papel supervalioso para o bom funcionamento do nosso sistema imunológico. Sabe por que motivo? Enquanto dormimos, o organismo vai tentando se equilibrar para colocar as nossas defesas naturais em ordem. E Diego concorda: “é fundamental respeitar o momento em que vamos descansar o corpo”.

Infância

Um conteúdo relacionados à saúde infantil da plataforma digital PIPA – Primeira Infância, Plantar Amor, da Viana & Moura Construções, é desenvolvido em parceria com a Pediatria sem neura, das médicas Ana Claudia Firmino e Tarciana Mendonça. Entre os temas abordados, estão desafios da amamentação, prevenção de acidentes e importância da leitura na vida infantil. O webapp pode ser acessado por empresas a e colaboradores, via computador, tablet ou smartphone. O objetivo é atender a uma demanda empresarial por suporte social e educacional de crianças com até 6 anos, filhos de colaboradores.