Pesquisar
Agendar Atendimento

Serviços

ver todos

Butantan paralisa entrega da CoronaVac

As matérias veiculadas pelo jornal citado como “fonte” não representam a opinião do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe). O clipping tem por objetivo atualizar os leitores das principais notícias referentes à saúde veiculadas no país e, principalmente, no estado de Pernambuco

Envio de doses ao Ministério da Saúde foi suspenso por atraso no recebimento da matéria-prima do imunizante, fabricado na China

O Instituto Butantan entregou ontem, ao Ministério da Saúde, o restante das doses da CoronaVac que estavam prontas. O montante de 700 mil unidades é o último que será disponibilizado em abril, devido aos atrasos na chegada da matéria-prima necessária para a produção do imunizante, que vem da China.

A partir do novo lote de 3 mil litros do insumo farmacêutico ativo (IFA), recebido também ontem, o instituto paulista começará a produção de mais 5 milhões de vacinas. Mas estas só começarão a ser entregues a partir de 3 de maio. Ou seja, o Butantan ficará mais de uma semana sem fazer entregas ao Programa Nacional de Imunização (PNI).

“De fato, houve atraso (no recebimento do IFA) de mais de 10 dias. A burocracia é uma dificuldade e nós estamos trabalhando no sentido de vencer isso. Existe uma demanda muito grande de vacinas do mundo todo a partir da China, e isso tem redundado nesses atrasos. Estamos fazendo todo esforço para acelerar a produção (…) para que essas vacinas sejam entregues o mais rapidamente possível. A partir do dia 3 de maio nós voltamos a entregar vacinas”, confirmou o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, em coletiva de imprensa.

Com a nova entrega, o Butantan já totaliza 41,4 milhões de doses da CoronaVac disponibilizadas ao governo federal. No contrato firmado com o Ministério da Saúde estava prevista a entrega de 46 milhões de unidades até o fim de abril, mas devido ao atraso na chegada do IFA, as 4,6 milhões de doses faltantes serão entregues somente no mês de maio.

O governador de São Paulo, João Doria, reconheceu o atraso. “A partir do dia 3 de maio, com os insumos que chegaram hoje (ontem), nós estaremos entregando a vacina do Butantan para o Ministério da Saúde”, disse Doria, reforçando a necessidade da chegada de outros imunizantes.

O governador paulista ressaltou que a maior parte das vacinas aplicadas é do instituto paulista. “De cada 10 brasileiros que tomam a vacina no braço, oito tomam a vacina do Butantan”, afirmou.