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Na RMR, preços de remédios variam até 477%

As matérias veiculadas pelo jornal citado como “fonte” não representam a opinião do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe). O clipping tem por objetivo atualizar os leitores das principais notícias referentes à saúde veiculadas no país e, principalmente, no estado de Pernambuco]

Fiscais do Procon estadual compararam os valores de 25 medicamentos de uso esporádico e contínuo em estabelecimentos do Recife, Olinda e Camaragibe

Os preços dos remédios variam até 477% entre as farmácias da Região Metropolitana do Recife (RMR). A constatação é do Procon Pernambuco na pesquisa de medicamentos de 2021, realizada neste mês, quando os fiscais do órgão estiverem em farmácias da capital pernambucana, de Olinda e de Camaragibe.

O paracetamol foi o produto com a maior diferença de preço, de 477%, na lista dos 25 medicamentos pesquisados, tanto na forma genérica quanto na apresentação de marca. O analgésico pode ser comprado em sua forma genérica de R$ 1,58 a R$ 9,12. Já com o nome de marca, pode alcançar R$ 26,54.

A segunda e terceira maiores variações foram no valor da nimesulida. Quando pesquisado por marca, o preço fica em R$ 9,99, o menor, e chega a R$ 48,52, diferença de 385,69%. Quando genérico, varia de R$ 2,45 a R$ 9,99, oscilando 307,76%.

Variação menor se contabilizou no clonazepam. Ao ser vendido na apresentação de marca, no caso o Rivotril, caixa de 30 comprimidos de 2 miligramas, a margem ficou em 12,87%, oscilando entre R$ 21,68 e R$ 24,47. Na forma de genérico, o valor fica entre R$ 6,98 e R$ 15,05.

Ao percorrem 12 farmácias no Recife, Olinda e Camaragibe, os fiscais identificaram uma oscilação de 99,85% na losartana potássica com apresentação por marca, com valores entre R$ 6,79 e R$ 13,57. Ao se comparar os genéricos, os preços giram de R$ 3,99 a R$ 7,99, o que representa 100,25%.

O levantamento se deu com medicamentos de controle da hipertensão arterial, diabetes, náuseas e vômitos, rinite alérgica e excesso de gases e infecções bacterianas, bem como analgésicos, bronco dilatador, anti-helmíntico e anti-inflamatório.

“Durante a pandemia alguns consumidores pediram para que esses fármacos fossem acrescentados na pesquisa”, explica o secretário estadual de Justiça e Direitos Humanos, Pedro Eurico. A pesquisa está disponível na página eletrônica do Procon, que  é  www.procon.pe.gov.br

Dicas

Na hora de comprar o medicamento, os fiscais do Procon orientam que, além da pesquisa de preços, os consumidores observem “o prazo de validade do medicamento”, se “o número de lote e data de fabricação que constam na caixa do medicamento são iguais aos marcados nas cartelas ou frascos e se a embalagem encontra-se lacrada”. Do mesmo modo, aponta o órgão, o consumidor precisa ficar atento ao registro do produto no Ministério da Saúde, obrigatório pela legislação nacional, e, quando de posse do medicamento, guarde sempre em local seco, arejado e fora do alcance de crianças.