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Preço dos remédios varia 477% na RMR

As matérias veiculadas pelo jornal citado como “fonte” não representam a opinião do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe). O clipping tem por objetivo atualizar os leitores das principais notícias referentes à saúde veiculadas no país e, principalmente, no estado de Pernambuco

O Procon de Pernambuco divulgou no final da tarde desta segunda- -feira (19) os resultados da pesquisa de preços de medicamentos, feita neste mês de abril, quando ocorre o reajuste anual de preços autorizados pelo governo. O reajuste deste ano foi, em média, de 7%. Os fiscais do Procon- -PE encontraram diferenças de preços que podem chegar a 477% para o mesmo medicamento. Os agentes percorreram 12 farmácias nas cidades do Recife, Olinda e Camaragibe. Foram pesquisados 25 tipos de medicamentos, na sua forma genérica e na apresentação de marca. O campeão da variação de preço é o Paracetamol. O analgésico foi encontrado na forma genérica com valores que iam de R$ 1,58 até R$ 9,12. Já com o nome de marca, pode chegar até R$ 26,54. O levantamento mostra que mesmo entre os produtos de marca e os genéricos, a diferença percentual é grande. Um exemplo é o remédio Captopril, utilizado para controle da hipertensão. A caixa de 50 mg, com 30 comprimidos, varia entre R$ 4,25 e R$ 87,95, dependendo se for genérico ou não. O Procon-PE pesquisou medicamentos para tratamento da hipertensão arterial; diabetes; analgésicos; náuseas e vômitos; rinite alérgica; anti- -helmíntico; anti-inflamatório; bronco dilatador; excesso de gases e infecções bacterianas. “Nessa pesquisa também trouxemos remédios de combate à depressão e tratamento da insônia. Durante a pandemia alguns consumidores pediram para que esses fármacos fossem acrescentados na pesquisa”, explicou o secretário estadual de Justiça e Direitos Humanos, Pedro Eurico. O consumidor pode consultar a lista completa dos medicamentos pesquisados, com nomes e endereços das farmácias, no site www.procon.pe.gov.br. TABELADO O presidente do Sincofarma-PE, Sindicato das Farmácias de Pernambuco, Ozéas Gomes, explica porque é possível encontrar uma variação tão grande no preço dos medicamentos. Mas antes, Ozéas analisa que este setor é o único tabelado pelo governo federal. A Câmera de Regulação do Mercado de Medicamentos, órgão que reúne vários ministérios, entre eles, Economia e Saúde, estabelece que as farmácias e drogarias, assim como laboratórios, distribuidores e importadores, não podem cobrar pelos medicamentos preço acima do indicado na lista de preços máximos permitidos para a venda de remédios. “Essa tabela de preço de medicamentos, Preço Máximo ao Consumidor, PMC, assim que chama, existe para colocar um limite nos preços. Você não pode vender mais caro do que está na lista, mas nada impede de a farmácia vender mais barato”. Ozéas explica que não é raro acontecer de os laboratórios fazerem campanhas e conceder descontos de 40%, 50% para determinadas farmácias. “E aí é quando o cliente nota a diferença, porque algumas farmácias, que não receberam o desconto da indústria, vendem pelo preço normal”, informa. Ozéas lembra ainda que outros fatores influenciam a composição de preços. Farmácias com estoques elevados de determinados medicamentos podem fazer promoções ou, simplesmente, optar por não aplicar por um tempo o reajuste autorizado pelo governo para os medicamentos. A tabela de Preços Máximos ao Consumidor está disponível para consulta pelo público em todas as farmácias. Ozéas Gomes chama atenção ainda para o fato de que “as distorções de preço que existem são sempre abaixo do preço máximo, nunca acima, por isso não há autuação por parte do Procon em relação às farmácias”, afirmou o presidente do Sincofarma-PE.