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Gripe tem vacina

As matérias veiculadas pelo jornal citado como “fonte” não representam a opinião do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe). O clipping tem por objetivo atualizar os leitores das principais notícias referentes à saúde veiculadas no país e, principalmente, no estado de Pernambuco

A pandemia e seus efeitos drásticos sobre o cotidiano de todos têm afetado seriamente o sistema de saúde, deixando postos de saúde e hospitais lotados, com a capacidade no limite de internamento e até de suprimento para atender às demandas de diagnóstico e tratamento da Covid-19. Mas é preciso lembrar que o coronavírus não é a única ameaça à saúde coletiva. As gripes sazonais, como a influenza, também são motivo de preocupação, levando milhares de pessoas a procurar o sistema hospitalar todos os anos – e causando a morte de muitos, pelas complicações que pode acarretar no organismo. Em Pernambuco, no ano passado, 42 óbitos por gripe foram registrados, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde. Campanhas anuais de vacinação contra a gripe barram a escalada da contaminação, ou pelo menos reduzem bastante os casos graves, mantendo suas manifestações sob razoável controle. Para isso, no entanto, é fundamental que as campanhas sejam efetivas – que a imunização ocorra, sobretudo nos grupos prioritários, mais vulneráveis ao agravamento dos sintomas. Em uma semana após o início da campanha de vacinação, a situação no Recife é de alerta para as autoridades sanitárias: para um total de 130 mil pessoas do público-alvo desta fase, que compreende gestantes e crianças de seis meses até 5 anos, menos de 16 mil tomaram a vacina. Em todo o estado, a média de cobertura da fase inicial em uma semana foi menor que 19%. A baixa adesão da população tem sido vista em várias partes do Brasil, sinalizando para a necessidade de esclarecimento em prol do engajamento. Imunizar contra a gripe garante melhor defesa imunológica em relação a infecções respiratórias, aliviando a rede de atendimento à saúde e deixando as pessoas menos expostas a complicações em decorrência desse tipo de enfermidade. Há indicações de que a vacina da gripe pode estimular a imunidade contra a Covid, porém estudos conclusivos ainda são necessários a esse respeito. O aumento da adesão é importante, porque a partir do dia 11 de maio, a segunda etapa convoca os idosos acima de 60 anos para a campanha de imunização. E a expectativa é ter, até o dia 10, 90% do primeiro grupo vacinado. Para isso, a população deve atender ao chamado e participar da campanha. Outro dado que merece atenção é o fato que de, em 2020, quando a pandemia começou, a campanha contra a gripe na capital chegou somente a pouco mais da metade das crianças, e dois terços das gestantes do grupo inicial, além de 70% das puérperas (mulheres com até 45 dias pós-parto). Se a cobertura for maior, o risco é menor para todos. A vacina contra a gripe protege dos três principais tipos de vírus em circulação, como o da H1N1. Aproveitar o desenvolvimento da proteção proporcionada pela ciência é um direito do cidadão, cuja promoção é responsabilidade dos governantes. Nesse momento em que faltam vacinas no mundo para estancar a pandemia, a imunização contra a gripe é a garantia de um risco a menos.