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Anvisa aprova produção de IFA

As matérias veiculadas pelo jornal citado como “fonte” não representam a opinião do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe). O clipping tem por objetivo atualizar os leitores das principais notícias referentes à saúde veiculadas no país e, principalmente, no estado de Pernambuco

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, ontem, a produção do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) da vacina contra covid-19 Astrazeneca pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Com isso, a Fiocruz está autorizada a iniciar a produção de lotes pilotos em escala comercial da vacina com o IFA produzido no Brasil. Após a realização dos testes, a Fiocruz deve solicitar a inclusão do insumo no registro ou fazer um pedido de autorização de uso emergencial. A produção será destinada ao SUS. As informações foram divulgadas pela Anvisa. A aprovação técnica veio após a inspeção que verificou as Boas Práticas de Fabricação da linha de produção e concluiu que Bio-Manguinhos cumpre os requisitos das Condições Técnico-Operacionais (CTO) para iniciar a produção de lotes. VACINAS Entre ontem e amanhã estão sendo disponibilizadas no País 10,9 milhões de doses de vacinas contra a covid-19. Nessa quinta-feira foram entregues 6,5 milhões de doses da vacina Oxford/ AstraZeneca, produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), além de 420 mil da CoronaVac, parceria entre o Instituto Butantan e a farmacêutica chinesa Sinovac. Hoje, está prevista a chegada de 220 mil doses da Oxford/AstraZeneca importadas por intermédio do consórcio Covax Facility, coordenado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Amanhã, uma nova remessa desse imunizante, também obtida junto ao consórcio Covax Facility, chega a São Paulo, com mais 3,8 milhões de doses. Com isso, completam-se os 4 milhões de doses previstos para maio anunciados pelo Ministério da Saúde. A agilização da entrega de vacinas ocorre em meio a dificuldades para obtenção de insumos e à redução do ritmo da imunização contra a covid-19. Pesquisa divulgada, ontem, pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) indica que 673 cidades ficaram sem aplicar vacinas nesta semana. A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, disse que a fundação atingiu a capacidade de produção de 1 milhão de doses por dia e que já tem ingredientes farmacêuticos ativos (IFAs) suficientes para a primeira leva prevista, de 100,4 milhões. Nísia disse que foi finalizada a estrutura para produção da vacina. Contudo, esta ainda deverá ser passar por processos de análise e certificação pela Anvisa. ABRIL MORTAL O Brasil somou 2.595 mortes por covid-19 ontem, totalizando 82.266 óbitos em abril, um segundo recorde mensal consecutivo desde o início da pandemia, segundo dados do Ministério da Saúde. A marca de abril supera em muito a de março (66.573 mortes) e reflete a virulência da segunda onda da doença, que já deixou 403.781 mortos no país. A curva de infecções e óbitos deu recentemente sinais de estabilidade: a média móvel de óbitos é de 2.480 por dia, após ter ultrapassado os 3.000 há duas semanas. No entanto, o patamar permanece em níveis muito elevados. Em números absolutos, o Brasil é o segundo país com mais mortes por coronavírus, atrás apenas dos Estados Unidos (com mais de 575 mil). Em números relativos, o Brasil, com 212 milhões de habitantes, é o que mais registra mortes no continente (192 por 100.000 habitantes) e nesta semana ultrapassou o Reino Unido (188/100.000), embora permaneça abaixo da Itália (200), Bélgica (209) e vários países da União Europeia.