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Proteção contra covid na gestação

As matérias veiculadas pelo jornal citado como “fonte” não representam a opinião do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe). O clipping tem por objetivo atualizar os leitores das principais notícias referentes à saúde veiculadas no país e, principalmente, no estado de Pernambuco

As grávidas fazem parte da população de risco para doenças respiratórias como a covid-19. Em Pernambuco, desde o início da pandemia, foram confirmados 1.794 casos leves e 123 graves do novo coronavírus em gestantes. Além disso, 27 puérperas (mulheres com até 45 dias após o parto) evoluíram para a forma grave da doença. Em 2020, foram notificados 34 óbitos maternos suspeitos de covid-19. Entre eles, 10 foram confirmados, 10 aconteceram devido a causas sem relação com a infecção e 14 ainda estão em investigação, segundo apurou a coluna Saúde e Bem-Estar com a Secretaria de Saúde de Pernambuco. Neste ano, há 10 mortes maternas por covid-19 em investigação. Esses dados reforçam o que os obstetras têm observado: o agravamento dos casos de infecção do novo coronavírus entre grávidas, especialmente no último trimestre da gravidez. “A vacinação é a única forma de proteção dessas gestantes”, ressalta a presidente da Comissão Nacional Especializada em Vacinas da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), Cecília Roteli Martins. Com a recente inclusão de grávidas e puérperas no grupo prioritário para recebimento de vacinas contra a covid-19, muitas são as dúvidas sobre o assunto. “Iniciaremos a vacina das gestantes e puérperas, priorizando aquelas com comorbidades, a partir de 18 anos. A inclusão desse grupo, estimado em 116.450 mulheres no Estado, é de extrema importância, pois estudos mostram que a covid-19 aumenta risco de morte para essas gestantes e de prematuridade para os bebês”, esclarece o secretário de Saúde de Pernambuco, André Longo. A expectativa dos especialistas em imunização é que as grávidas e as mulheres com até 45 dias após o parto recebam as doses da vacina da Pfizer. Um estudo preliminar realizado com dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês) sugere que não há sinais de risco para gestantes com o imunizante da Pfizer. Mais de 35.691 mulheres, entre 16 e 54 anos, participaram da pesquisa. O grupo foi vacinado durante a gestação ou momentos antes de engravidar. “O imunizante da Pfizer é o que tem estudos bem conduzidos, que nos deixam mais tranquilos para aplicação em mulheres grávidas”, frisa o médico Eduardo Jorge da Fonseca Lima, representante da Sociedade Brasileira de Imunizações no Comitê Técnico Estadual para Acompanhamento da Vacinação contra a Covid-19. Ele acrescenta que as gestantes que são prioridade para a vacinação contra a doença, neste primeiro momento, são as que têm comorbidade prévia à gravidez. “As exceções são diabetes gestacional e hipertensão.” Ou seja, aquelas que desenvolveram ambas as doenças enquanto geram o bebê podem receber as doses neste momento inicial.

Para estimar a cobertura vacinal no Brasil

Quantos brasileiros já se imunizaram contra o sarampo, a hepatite B e outras doenças? Ao certo, não se sabe. Essa precisa cobertura vacinal é desconhecida porque o registro do histórico de imunizações feitas na rede pública de saúde do País, nas últimas décadas, está em cadernetas de papel. Para auxiliar a estimar essa cobertura, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) iniciaram projeto para digitalizar carteiras de vacinação antigas. Batizado de Levacc, o projeto foi encomendado pelo Ministério da Saúde e apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Os pesquisadores querem aproveitar a campanha de imunização contra a covid-19 para coletar fotos de carteiras de vacinação e aumentar a base de dados. Na primeira etapa do trabalho, os pesquisadores estão coletando imagens das cadernetas (podem ser tiradas por smartphone e enviadas pelo site do projeto: levacc.csbiology.org). Os voluntários precisam mandar só a imagem do registro de vacinações, sem necessidade de expor dados pessoais. Com informações da Agência Fapesp

Cirurgião-dentista em UTI covid

Ao longo da pandemia, a odontologia hospitalar tem sido primordial para garantir a saúde do paciente, principalmente daquele que está em terapia intensiva (UTI). O Conselho Regional de Odontologia de Pernambuco (CRO-PE) tem comissão específica para a área: a Câmara Técnica de Odontologia Hospitalar. “O intuito é fazer um diagnóstico precoce dentro da UTI”, diz o presidente do CRO-PE, Eduardo Vasconcelos. Com a necessidade de intubação de pacientes com covid-19, foi criado um protocolo pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira para que recomendações sejam seguidas à risca nos hospitais, já que lesões traumáticas e mucosites podem acontecer durante e depois da doença. “O fato de os pacientes estarem imunodeprimidos predispõe o surgimento de lesões, úlceras traumáticas e infeções oportunistas, como candidíase oral, herpes e citomegalovírus. O cirurgião-dentista orienta condutas de higiene bucal para pacientes em terapia intensiva, identifica e trata focos infecciosos”, explica o cirurgião-dentista Antonio Moura, do Real Hospital Português.

Durma bem

Sabia que algumas doenças oftalmológicas podem estar associadas à falta de sono? “Quando não dormimos bem, é comum termos dor de cabeça, cansaço visual e olhos vermelhos”, diz a oftalmo Marília Medeiros, do Instituto de Olhos do Recife. Entre os problemas que podem acometer a visão pelo sono irregular, está a síndrome de olho seco. “A falta de sono pode interferir na lubrificação da córnea e, consequentemente, causar essa patologia, além de irritação”, acrescenta.

Neonatal

A Secretaria Estadual de Saúde incluiu mais uma doença no teste do pezinho. O exame passará a contemplar a detecção da deficiência de biotinidase, um erro inato do metabolismo de origem genética. Com a deficiência da enzima biotinidase no organismo, a criança pode ser acometida por distúrbios cutâneos, diminuição do tônus muscular, letargia e problemas neurológicos graves, como crises convulsivas e atraso do desenvolvimento neuropsicomotor. Se houver alteração no teste do pezinho, a criança será encaminhada para realizar a investigação no Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Confirmado o quadro, são iniciados acompanhamento e tratamento

Dedos de covid

Entre as manifestações, além do comprometimento pulmonar, que podem estar relacionadas à infecção pelo novo coronavírus, estão os chamados “dedos de covid”, que geralmente causam estranheza. “São manchas roxas ou avermelhadas, parecidas com hematomas, nos dedos dos pés. Em média, essas marcas desaparecem, em média, após 15 dias. Porém, podem persistir, em alguns casos, por até cinco meses”, explica o ortopedista Fernandes Arteiro. As hipóteses para justificar os “dedos de covid” indicam para uma reação imunológica ao vírus. Especialistas orientam que, ao identificarem esse sinal, os pacientes devem procurar um médico.