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Vacinação total até dezembro

As matérias veiculadas pelo jornal citado como “fonte” não representam a opinião do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe). O clipping tem por objetivo atualizar os leitores das principais notícias referentes à saúde veiculadas no país e, principalmente, no estado de Pernambuco

Com um discurso onde tentou não atribuir culpa a nenhum dos principais fornecedores de vacina do País ao atraso na entrega dos imunizantes, que retarda o prosseguimento do Plano Nacional de Imunização (PNI), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, falou nessa segunda-feira (3) que está “muito entusiasmado” com a possibilidade de vacinar toda a nossa população brasileira até o final do ano, que, segundo ele, é uma meta “absolutamente plausível”. Segundo Queiroga, o governo federal está “na iminência” de fechar um novo contrato com Pfizer para a compra de mais 100 milhões de doses da vacina contra o coronavírus. Atualmente já existe um acordo para a aquisição de 100 milhões de doses até setembro. O segundo acordo, diz Queiroga, prevê a entrega de 35 milhões de doses só no mês de outubro. O ministro afirmou que espera vacinar metade da população com o imunizante da Pfizer em 2021. “Um novo contrato com a Pfizer está na iminência de ser fechado para 100 milhões de doses da vacina. Ou seja, o Brasil terá à disposição 200 milhões de doses do imunizante da Pfizer. Isso equivale a imunizar cerca da metade da sua população ainda este ano, porque esse segundo contrato prevê para outubro 35 milhões de doses da Pfizer”, declarou Marcelo Queiroga. A sinalização do ministro ocorre em um momento crítico. Pelo menos sete capitais brasileiras estão com a aplicação da segunda dose da CoronaVac atrasada após mudança no cronograma de entrega do imunizante. Em outras capitais, foi preciso restabelecer a ordem de prioridades da imunização, escalonando os grupos por idade ou ordem alfabética. Pelo menos 164 mil pessoas foram afetadas pela demora nos repasses. Outras cidades além das capitais também sofrem com a escassez da Coronavac e tiveram que interromper a aplicação da segunda dose. Segundo levantamento feito com as 27 secretarias estaduais da Saúde, ao menos nove Estados admitem ter municípios nessa situação. Um lote de cerca de 4 milhões de doses da CoronaVac que deveria ter sido entregue até o final de abril sofreu atraso e será fornecido a partir desta semana. Como em março o Ministério da Saúde havia orientado Estados e municípios a não reservarem a segunda dose para quem já tomou a primeira, cidades viram seus estoques esgotarem diante do imprevisto no cronograma. O Butantan promete enviar na próxima quinta-feira (5) um lote de 1 milhão de doses. O vice-diretor-geral da Organização Pan-Americana da Saúde, vinculada à Organização Mundial de Saúde, Jarbas Barbosa, respondeu aos comentários realizados no domingo (2) pelo ministro da Saúde que afirmou que o Brasil deveria ter começado a receber em janeiro as doses de vacinas do Consórcio Covax Facility, entregues à pasta no final de semana. Jarbas disse que o atraso na entrega dos imunizantes foi de 30 dias, reforçando que as vacinas deveriam ter chegado ao País no fim de março.