Pesquisar
Agendar Atendimento

Serviços

ver todos

Restrição para as grávidas

Após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) orientar a interrupção da vacinação de gestantes com o imunizante Oxford/AstraZeneca, o Ministério da Saúde confirmou ontem a suspensão para esse segmento e para puérperas com a vacina da farmacêutica. No caso de CoronaVac e Pfizer, o ministério autoriza o uso apenas nos casos de mulheres com comorbidades. Aquelas que não apresentarem condições de saúde enquadradas nesta categoria não deverão ser imunizadas.

Mesmo com a decisão, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, reforçou a importância das vacinas, inclusive da Oxford/AstraZeneca. “Quero reiterar a confiança na segurança e eficácia nestas vacinas. Todo programa de vacinação é coordenado por uma equipe técnica com suporte de câmara técnica dos mais renomados especialistas do Brasil”, disse. A medida anunciada ontem ocorreu após a pasta ter sido informada, na última sexta-feira (7), do episódio de uma gestante que teria morrido após ter recebido a vacina Oxford/AstraZeneca. Em entrevista coletiva ontem, representantes do Ministério e especialistas do comitê do Programa Nacional de Imunizações (PNI) alertaram que o caso está em investigação e ainda não foi confirmada se a causa do óbito está relacionada ao imunizante.

RECIFE

O prefeito João Campos também informou ontem que oferecerá, ao Governo do Estado e municípios pernambucanos, uma parcela das vacinas Pfizer do Recife para que grávidas e puérperas (mulheres até 45 dias após o parto) de outras cidades do Estado possam ser imunizadas na capital, em troca por doses da AstraZeneca.

O gestor municipal fez a declaração após a notícia de que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou a suspensão imediata do uso AstraZeneca para gestantes. No Recife, desde o início da vacinação de grávidas e mulheres até 45 dias após o parto, a imunização tem sido realizada exclusivamente com a vacina Pfizer. A recomendação da Anvisa vale até que sejam concluídas as análises de um caso raro de morte de uma gestante de 35 anos devido a um acidente vascular cerebral hemorrágico (AVC) e que pode ter relação com o uso da vacina AstraZeneca.

“Nós estamos ofertando para que os demais municípios de nosso Estado possam utilizar as vacinas Pfizer que o Recife tem. Elas podem ser substituídas por AstraZeneca, e assim esse lote de Pfizer pode ajudar as gestantes e as puérperas de todo o Estado”, disse João Campos. Ele reforçou que a capital garantirá a vacinação de todas as mulheres grávidas e as puérperas moradoras da cidade.