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Dor exacerbada na pandemia

As dores nas costas, especialmente quando se apresentam de forma crônica e intensa, podem causar um
impacto imenso na nossa qualidade de vida, assim como afastamento das atividades profissionais e do convívio social. O médico ortopedista Carlos Romeiro, especializado em cirurgia da coluna vertebral, destaca que esse é um tipo de dor que chega a acometer cerca de 80% da população em algum momento da vida.

Segundo a Pesquisa Nacional da Saúde realizada pelo Ministério da Saúde e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), estamos falando de uma dor que acomete 27 milhões de brasileiros. E esse incômodo tem se tornado mais comum nesta pandemia por causa do trabalho remoto, que mudou a rotina de muita gente e levou a adaptações, nem sempre adequadas, aos ambientes que passamos a reservar como escritório, em casa. E mais: sabemos que, devido à covid-19, os quadros de ansiedade se tornaram mais frequentes, o que também favorece, segundo Romeiro, as dores nas costas e, consequentemente, tem levado mais pessoas aos consultórios de ortopedistas, fisioterapeutas e osteopatas.


O problema tem chamado tanta a atenção da comunidade científica que a dor nas costas foi eleita pela Associação Internacional de Estudos da Dor (IASP, na sigla em inglês) como tema de campanha global este ano. A mobilização global tem como linha a concentração de esforços para guiar médicos, pesquisadores e público em geral na compreensão da causa, consequências e tratamento da dor nas costas. “Diversas fatores agem no surgimento desse incômodo. Entre eles, estão sobrepeso, sedentarismo, tempo prolongado sentado, estresse, ansiedade, depressão, distúrbio de sono e tabagismo. Ou seja, para podermos tratar o problema, não temos que entender a coluna do paciente com queixas de dor; temos que compreender quem é esse paciente”, frisa Romeiro.

A prática de exercícios físicos, de forma supervisionada, pode ajudar a prevenir e a aliviar as dores nas costas, pois fortalece a musculatura e diminui o risco de lesão. Para quem sofre de doenças crônicas da coluna em toda a sua extensão, como hérnia de disco, artroses, espondilolistese, espondilite anquilosante, escoliose ou alteração da lordose normal, o acompanhamento deve ser contínuo, a fim de que o quadro não evolua para crises recorrentes. Quanto antes a causa for identificada, mais chances o tratamento tem de ser eficaz e não demandar intervenções cirúrgicas.


“Somente uma pequena parcela de pessoas com dor e doenças da coluna irá ter uma indicação para cirurgia, que ocorre quando o tratamento clínico para a dor não surtiu efeito ou quando aparecem alterações
neurológicas com consequências sérias, a exemplo de fraqueza nas pernas, braços ou dificuldade para urinar e evacuar”, diz o neurocirurgião de coluna Alexandre Elias, mestre pela Universidade Federal de São Paulo
(Unifesp).


Dessa maneira, as terapias de reabilitação, como o pilates, bem como tratamento orientado por médico, são as primeiras linhas de condução do problema, somadas ao controle de peso corporal e atividades físicas regulares de baixo impacto. Quando há a necessidade de cirurgias, elas se apresentam de forma cada vez menos invasivas: algumas são guiadas por videoendoscopia, com técnicas que atuam especificamenteno sistema supressor da dor.

“Diversas causas agem nosurgimento da dor nas costas. Entre os fatores de risco, estão sobrepeso, sedentarismo, tempo prolongado sentado, estresse, ansiedade, depressão, distúrbio de sono e tabagismo. Ou seja, para podermos tratar o problema, não temos que entender a coluna do paciente com queixas de dor; temos que compreender quem é esse paciente”, destaca o médico ortopedista Carlos Romeiro