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Estudo inédito no interior de SP

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, abriu a campanha de vacinação em massa contra a covid-19 na população de
Botucatu, no interior de São Paulo, ontem, e prometeu imunizar todo o Brasil contra o coronavírus até o fim deste
ano. “Nós vemos um cenário de muita esperança em termos vacina para imunizar a população brasileira maior
de 18 anos até o final do ano”, disse.

Ao ser questionado sobre falhas na distribuição, ele afirmou que o País não estoca vacinas e todas as doses que
chegam são distribuídas. “Há carência de vacina em todo mundo, mas o Brasil já é o quinto país no mundo que mais
aplicou vacinas”, comentou.

Queiroga citou o contrato assinado com a Pfizer para o fornecimento de 100 milhões de doses até o fim do ano e
disse que a carência de vacina é mundial. “É importante passar uma mensagem positiva para a população brasileira, não ficar nessa cantilena que tá faltando, tá faltando…”, afirmou aos jornalistas.

Na presença de pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) que vão coordenar a pesquisa em Botucatu, Queiroga amenizou declaração dada na sexta-feira, 14, de que a paralisação da produção da vacina Coronavac
pelo Instituto Butantan decorre de problema contratual e não diplomático com a China.

Segundo o Butantan, há dez mil litros do insumo parado na China, à espera de autorização para ser enviado ao
Brasil, e a crise diplomática do governo com os chineses teria atrasado a liberação. “Esses contratos, do nosso ponto de vista, têm cláusulas um pouco rigorosas, mas mantemos uma boa relação com o Instituto Butantan que, aliás, está
produzindo toda a vacina da nossa campanha contra a gripe.”

O ministro disse que as relações diplomáticas com a China são boas e que a própria Organização Mundial da Saúde
(OMS) está com dificuldade para entregar a vacina Covax contratada com o Brasil “Essas vacinas já deveriam ter sido
entregues.”

Ao defender o uso de máscara e distanciamento social, ele foi lembrado por um jornalista que o presidente
da República, Jair Bolsonaro, tem causado aglomeração e aparecido com frequência sem o protetor facial.

Queiroga disse que o presidente é um patriota e se preocupa com a população, por isso deu autonomia para o
ministro.

Um grupo de manifestantes estendeu faixas de protesto em frente à Escola Cardoso de Almeida, no momento em
que o ministro chegava para o evento, na região central de Botucatu. As faixas pediam “vacina para todos” e “fora
genocida”.

De acordo com o advogado do grupo, Caio Baggioni, o momento é de luto e não de festa. “Qual o significado de
vacinar toda população de Botucatu, enquanto o país agoniza, com mais de 430 mil vidas perdidas e sem vacina
para todos”, questionou.

A vacinação em massa em Botucatu vai testar a efetividade da vacina Oxford/AstraZeneca contra as variantes
da covid-19 que já circulam na região e também os efeitos da imunização maciça em municípios vizinhos.

O Hospital das Clínicas da Unesp em Botucatu, com mais de 500 leitos, torna o município um polo de referência para as cidades vizinhas. A vacinação, não obrigatória, é exclusiva para moradores da cidade, com idades entre 18 e 60 anos – cerca de 80 mil pessoas.