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O câncer no trato digestivo

O câncer que acometeu Bruno Covas, falecido no último dia 16, é um tipo que se origina no trato digestivo. O tumor dele era localizado na cárdia, entre o estômago e esôfago. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), apenas no Brasil, são estimados 21.230 novos casos de câncer de estômago entre homens e mulheres. Há risco de a doença se manifestar em 13 a cada 100 mil homens e 7 para cada 100 mil mulheres. Sem considerar os tumores de pele não melanoma, o câncer de estômago em homens é o 3º mais frequente no Nordeste. “É mais prevalente após os 50 anos de idade e, em fase inicial, praticamente não produz sintomas. Apenas com o avançar da doença, surgem queixas como dor abdominal, náuseas, vômitos e perda de peso. Infelizmente, muitas pessoas acabam retardando a busca de uma consulta médica, perdendo a chance de um tratamento curativo”, afirma o cirurgião oncológico Euclides Martins, do Real Instituto de Cirurgia Oncológica. Os fatores de risco para esse tipo de câncer incluem ingestão de alimentos muito salgados, defumados e embutidos. “Devemos levar em consideração também a chamada história familiar de câncer de estômago, principalmente em parente próximo como mãe ou pai. Quando analisamos especificamente os tumores da junção entre o estômago e o esôfago, outros fatores como obesidade, sedentarismo e refluxo estão envolvidos.” Nesse sentido, médicos podem solicitar, a depender do perfil do paciente, realização de uma endoscopia digestiva, realizada sob sedação — ou seja , sem causar desconforto. Outro aspecto importante é a pesquisa que é feita pela biópsia realizada durante a endoscopia, a fim de analisar a presença de uma bactéria chamada Helicobacter Pylori. Ela representa também um fator de risco para o câncer no trato digestivo, mas pode ser tratada com medicação adequada. “Em estágio inicial, o principal tratamento que pode ser feito e recomendado é o cirúrgico. Em casos mais avançados, podem ser incluídas quimio e radioterapia”, acrescenta Euclides Martins.