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Após um mês, Butantan volta a produzir vacinas

Novas doses contra a Covid-19 serão produzidas a partir dos 3 mil litros do ingrediente farmacêutico ativo (IFA) recebidos na última terça-feira (25)

Após paralisar a produção de vacina contra a Covid-19 no Brasil por quase um mês por causa da falta de insumos, o Instituto Butantan voltou a produzir doses da CoronaVac ontem. A retomada foi possível graças ao recebimento de 3 mil litros do ingrediente farmacêutico ativo (IFA) realizado na última terça-feira (25).  

A partir dessa quantidade de insumo, o Butantan irá produzir 5 milhões de doses da vacina contra a Covid-19, que serão entregues ao Ministério da Saúde. O processo de produção do imunizante, que passa pelo envase, rotulagem, embalagem e controle de qualidade, dura aproximadamente de 15 a 20 dias.  

Com isso, a próxima entrega de doses da CoronaVac deve ser feita somente em meados de junho. Até o momento, o Butantan já entregou 47,2 milhões de unidades, cumprindo o primeiro contrato de 46 milhões de doses firmado com o governo federal. As novas vacinas fazem parte do segundo contrato com a pasta que prevê a entrega de 54 milhões de doses.

Questionado durante depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, ontem, o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou que teve que parar a produção da CoronaVac por cerca de um mês. A última entrega de vacinas feita pelo instituto paulista ao ministério foi em 14 de maio.  

Além disso, Covas afirmou que as declarações de autoridades brasileiras contra a China atrapalham as relações e causam entraves burocráticos na importação do IFA.