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Secretário de Saúde de Pernambuco suspeita de uma nova variante do coronavírus no Estado

Em coletiva virtual realizada nesta quinta-feira (27), o secretário estadual de Saúde de Pernambuco, André Longo, informou que o aumento de casos da Covid-19 no Agreste pode indicar a existência de uma nova variante no Estado. O gestor informou que já entrou em contato com o Ministério da Saúde para informar sobre a suspeita. 

“A velocidade extraordinária com que a gente viu a onda de novas demandas por leitos lá na região do Agreste chamou muita atenção para a possibilidade de circulação de uma nova variante”, informou Longo.

De acordo com o secretário, não se pode determinar ainda que seja a variante indiana ou qualquer outra. A definição depende do sequenciamento genético de amostras, que ainda está sendo feito.

Os dados das últimas duas semanas apontam para um aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) e de solicitações de UTI em todo o Estado. Contudo a região Agreste é a que apresenta maior gravidade.

A 2ª Macrorregião de Saúde, que engloba o Agreste, registrou aumento de 35% em apenas uma semana e de 55% nas últimas duas nas solicitações de vagas de UTI para pacientes suspeitos ou confirmados para a doença.

As análises epidemiológicas apontam ainda que, em relação aos casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), Pernambuco teve aumento de 17% nas notificações em uma semana e de 22,5% em 15 dias. No mesmo período, a 2ª Macrorregião de Saúde registrou crescimento de 20% e 48%, respectivamente.

Sobre a nova variante, o Longo informou que já comunicou ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, sobre a suspeita. “Falei por telefone com o ministro da necessidade de uma vigilância genômica mais rápida, mais ágil, já que o Brasil ainda peca na avaliação dessas variantes através do sequenciamento genético”, afirmou. 

Amostras do mês de maio de pacientes com a Covid-19 já foram separadas para sequenciamento genético. Foi solicitada a ajuda do Ministério da Saúde, mas Pernambuco já está trabalhando, segundo o secretário, para conseguir as respostas com relação ao vírus. 

Além de informar e solicitar sequenciamento genético pelo Ministério da Saúde, Longo informou que o Laboratório de Imunopatologia Keizo Asami (Lika), na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no Recife, também já está sendo usado para sequenciamento de amostras recentes de pessoas contagiadas em Pernambuco.

“Nós também procuramos o laboratório Lika aqui do Estado para que ele pudesse nos dar suporte, bem como a Fiocruz, para tentar agilizar o sequenciamento genético de amostras recentes aqui no Estado”, comentou Longo.  

Caso seja confirmada uma nova variante no Estado, o secretário disse esperar que seja dada a mesma atenção a Pernambuco que foi dada ao Maranhão e a Manaus, com maior recebimento de vacinas e insumos para tratamento e identificação da doença.

“Se confirmada esta suspeita, solicitamos ao ministro que nos seja dado o mesmo tratamento que foi dado ao Maranhão e em Manaus, que receberam doses extras de vacinas. Também pedimos insumos, como testes rápidos de antígeno, importantes para fazer o controle, a testagem, o rastreamento, de sintomáticos e seus contatos, especialmente dessas regiões que estão mais aquecidas pela doença”, afirmou.

Mais testes
Além de informar sobre a suspeita de uma nova variante em Pernambuco ao ministro Marcelo Queiroga, o secretário de Saúde também pediu por mais testes de antígeno, os testes rápidos de detecção da doença. 

“É fundamental neste momento que a gente amplie a testagem de antígeno para fazer um diferencial, melhorando as condições de rastreio e de isolamento no nosso Estado”, comentou Longo. 

De acordo com o secretário, o governador Paulo Câmara autorizou que fosse feito o máximo para adquirir testes. No momento, através da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), há uma perspectiva de disponibilização de 500 mil testes. Parcerias também estão sendo realizadas para possibilitar compras de testes rápidos. 

O gestor ainda questionou o fato de cerca de 3 milhões de testes estarem “parados” em Brasília e solicitou envio deles para o Estado.