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PNI pode enviar mais vacinas ao Agreste

Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, visitou a região, que sofre com aceleração dos casos de Covid-19 e superlotação na rede de saúde

Em visita ao Agreste de Pernambuco, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, informou que o Programa Nacional de Imunização analisará pedidos de prefeitos para que sejam enviadas doses extras de vacinas contra a Covid-19. A região tem sido atingida por forte aumento nos casos da doença e está apenas com atividades essenciais em funcionamento.

Queiroga destacou que a carência de imunizantes é mundial, “mas no mês de junho teremos garantidas mais de 40 milhões de doses a serem distribuídas.” Ele acrescentou que no mês que vem o país alcançará a marca de 100 milhões de doses entregues.

“Só com a Pfizer, temos um contrato de 200 milhões de doses de vacinas. Agora, em 1º junho, assinaremos acordo de transferência de tecnologia entre a indústria AstraZeneca e a Fiocruz, colocando o Brasil na vanguarda de países que têm autonomia de produzir vacinas. Há também negociações com outras farmacêuticas para buscarmos antecipar doses. Agora, é um contexto que não é simples porque é uma emergência em saúde pública internacional”, completou.

A prefeita de Caruaru, Raquel Lyra, está entre os gestores municipais que já solicitaram reforço no envio de doses. “Iniciamos um estudo para poder entender se existe algum tipo de variante no Agreste que justifique esse crescimento, superlotando as unidades de saúde. Dessa forma, poderemos fundamentar a solicitação ao ministério por mais vacinas, com base nesse estudo”, explicou Raquel.

A necessidade de receber vacinas extras já havia sido destacada, na semana passada, pelo secretário estadual de Saúde, André Longo, uma das autoridades que acompanharam o ministro na agenda do fim de semana, juntamente com o ministro do Turismo, Gilson Machado.

Queiroga, que visitou hospitais do Agreste para ver a situação das unidades, também disse que enviará 5,1 mil concentradores de oxigênio para auxiliar as unidades de saúde com pacientes internados com Covid-19 no Norte-Nordeste. Pernambuco, segundo ele, receberá 148 aparelhos até 10 de junho. “Estamos visitando a região, pois sabemos que há ameaça de colapso no sistema de saúde, sobretudo em função do insumo oxigênio.”, disse o ministro.

Perguntado sobre se há risco de colapso por falta de oxigênio, mesmo após o envio desses concentradores, Queiroga disse que o governo trabalha para que isso não aconteça. “Só que lidamos com a imprevisibilidade biológica porque esse vírus sofre mutação e pode ter variantes que podem ter comportamento biológico diferente, o que leva pressão maior para o sistema de saúde. Mas as autoridades sanitárias estão empenhadas para que não haja falta de oxigênio.”