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Zona Norte é a maior preocupação no Recife

Os agentes procuram, principalmente, depósitos de água como toneis, baldes, bacias e também recipientes que possam acumular a água da chuva

Longe da estabilização por internamentos de pacientes com o coronavírus, Recife agora tem que lidar com outro desafio: o aumento de casos de arboviroses. Considerando os dados divulgados do período compreendido entre os meses de janeiro a maio de 2021, ao todo foram notificados 1.249 casos de arboviroses, dos quais 746 foram de dengue, 468 de chikungunya e 35 de zika. Em comparação com os números divulgados em 2020, houve aumento de 35% dos casos notificados e de 37% dos confirmados.

Nas ações de combate à proliferação do mosquito, 600 agentes ambientais são divididos e fazem visitas a cada 40 dias nos mais de 555 mil imóveis da capital. As residências são divididas por distritos sanitários para o maior controle.

Na última pesquisa feita entre os bairros do Recife, foi constatado que as notificações dos casos de arboviroses se concentram entre os distritos sanitários VIII (19,9%) e VII (15,7%). Ambos reúnem bairros da Zona Norte. A gerente de Vigilância Ambiental do Recife, Vânia Nunes, explica que muitos dos bairros da Zona Norte são localizados em áreas de morro e, por isso, apresentam uma dificuldade maior no abastecimento de água. Como a água falta os moradores dessas áreas têm que lançar mão de estratégias e a maior delas é armazenar água.

“Os agentes de saúde ambiental são responsáveis por áreas de todos os bairros. Eles têm uma média de 800/1.000 imóveis para fazer o retorno a cada 40 dias. Com a pandemia, o trabalho foi readequado, eles não estão podendo entrar mais na casa, exceto nas áreas externas. Fazem as orientações no lado de fora”, informou Vânia.

A responsável pelas ações de combate às arboviroses no Recife, também disse quais locais são o foco principal das ações. Os agentes procuram, principalmente, depósitos de água como toneis, baldes, bacias e também recipientes que possam acumular a água da chuva, como pneus, principalmente os que são descartados nas ruas ou guardados em quintais.

Não só fora, como também nas residências também há lugares que podem passar desapercebidos e se transformarem em locais de proliferação do mosquito, são eles: recipientes da água de animais domésticos e caixa de gelo da geladeira. Os moradores também devem ficar atentos a calhas que não possuem o declínio necessário para o escoamento da água e também evitar vasos que acumulem água.

Aos finais de semana, por conta do alto índice de contaminação, os bairros da Zona Norte estão recebendo reforços de monitoramento. No último final de semana, o bairro da Linha do Tiro recebeu os agentes. No local, de 100 imóveis visitados pelas equipes, oito deles apresentavam a presença das larvas.

Os seguintes bairros apresentaram risco muito elevado de infestação do mosquito transmissor: Jaqueira, Tamarineira, Parnamirim, Várzea, Dois Irmãos, Sítio dos Pintos, Zumbi, Cordeiro, Linha do Tiro, Torrões, Iputinga, Água Fria, Derby, Espinheiro, Aflitos, Graças, Nova Descoberta, Rosarinho, Torreão, Jordão, Encruzilhada, Hipódromo, Jardim São Paulo, Cohab, Brasília Teimosa, Santo Amaro, Pina, Pau Ferro, Brejo de Beberibe, Guabiraba e Beberibe.