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Insumo produzido no Brasil

A Fiocruz assina nesta terça-feira (1º) o contrato de transferência tecnológica para a produção do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) da vacina da AstraZeneca no Brasil. Este passo é essencial para a autonomia do País na fabricação de vacinas contra a covid-19. Atualmente, o IFA necessário à produção do imunizante é importado da China, o que tem causado atrasos na produção.

A assinatura do acordo com a AstraZeneca estava prevista originalmente para acontecer no ano passado, mas sofreu sucessivos atrasos. A última previsão, feita pelo diretor de Biomanguinhos, Maurício Zuma, em março, estimava que a assinatura ocorreria até o fim de abril. Em entrevista ao Valor Econômico, Zuma afirmou que, se passasse desta data, haveria atraso nas entregas prometidas.

Até o fechamento desta matéria, a Fiocruz não tinha se manifestado sobre um eventual novo cronograma. A proposta original previa a produção de 110 milhões de doses já com IFA nacional até o fim de 2021. A adaptação de uma planta em Biomanguinhos especialmente para a produção do IFA já tinha sido concluída, independentemente da assinatura do contrato.

A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, e o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, vão participar da cerimônia de assinatura do contrato, em Brasília. De acordo com o site da presidência da República, o evento acontecerá às 17h e contará também com a presença do presidente Jair Bolsonaro.

EXPANSÃO

A nova diretriz do Ministério da Saúde, que liberou a vacinação para a população em geral por idade decrescente caso não haja demanda por parte dos grupos prioritários, poderá acelerar a imunização em até 10% por dia. A estimativa é do presidente do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde (Conass), Carlos Lula.

A média dos últimos cinco dias úteis foi de 830 mil doses (somando a primeira e segunda) aplicadas por dia, segundo dados do consórcio de veículos de imprensa. Na previsão do representante dos gestores estaduais, portanto, o país tende a incrementar a vacinação em cerca de 80 mil aplicações diárias adicionais, considerando a média da semana passada.

Os principais avanços devem ocorrer em locais onde o público-alvo da vacinação estimado não tem procurado os postos de atendimento. O problema pode ter relação com falta de interesse e desconfiança da população ou com estimativas equivocadas, já que não há um número exato de pessoas com comorbidades.

Sem o aval do Programa Nacional de Imunização (PNI), do Ministério da Saúde, os gestores não podiam dar outra destinação à vacina que vem sobrando nos postos de saúde e outros ponto de atendimento, explica Lula.

Presidente do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems), Willames Freire destaca que a aceleração do ritmo de aplicação dependerá também do quantitativo de vacinas que os estados e cidades terão à disposição nas próximas semanas. A diretriz, no entanto, é apontada por ele como acertada para que os fluxos mais imediatos continuem.

“O objetivo é não ficarmos com vacina na geladeira. Se houver baixa procura nos grupos de comorbidade e professores, que possamos expandir para os demais públicos”, explica Freire.