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Média móvel de óbitos volta a subir no Brasil

A média dos últimos sete dias está em 1.848 fatalidades. Na semana passada ela chegou a 1.797 mortes, de acordo com levantamento do Conass

O Brasil registrou ontem mais 860 mortes por Covid-19 e soma 462.791 fatalidades desde o início da pandemia. Com os números, a média móvel de óbitos parou de cair e já indica um leve aumento. De acordo com o levantamento do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), a média dos últimos sete dias está em 1.848 mortes, quando, na semana passada, chegou a marcar 1.797.

A média móvel de casos continua acima de 60 mil, indicando 60.685 positivos por dia, em média. Ontem foram registrados mais 30.434 casos, chegando a 16.545.554 infecções. O último boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) já indicava tendência de crescimento de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) na maioria dos estados. Aproximadamente 96% dos casos de SRAG são do novo coronavírus.

No Amazonas, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul, o sinal de crescimento a longo prazo era de pelo menos 95% de chance de se confirmar. Já no Alagoas, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Paraíba, Pernambuco, Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins o sinal era moderado, ou seja, de 75% para cima.

“O estudo sinaliza que o cenário atual está associado à retomada das atividades de maneira precoce. Tal situação manterá o número de hospitalizações e óbitos em patamares altos, com tendência de agravamento nas próximas semanas”, alertou o coordenador da pesquisa, o pesquisador Marcelo Gomes.

IDOSOS

Revacinação de idosos que tomaram a CoronaVac é desnecessária neste momento. É o que afirmou Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, em coletiva de imprensa realizada ontem. A conclusão veio do estudo conduzido em Serrana (SP), que anunciou ter reduzido em 95% as mortes por Covid-19 após vacinação em massa na população adulta.

A discussão sobre a necessidade de revacinação de pessoas com 80 anos ou mais ainda neste ano foi levantada por um estudo divulgado no último dia 21, que apresentava uma menor efetividade da CoronaVac em idosos mais velhos.

A pesquisa, realizada em parceria com especialistas estrangeiros, mostrou que a taxa de proteção da vacina cai conforme a idade, e varia de 61,8%, na faixa etária dos 70 aos 74 anos, a 28%, acima dos 80 anos. No grupo entre 75 e 79 anos, o índice encontrado foi de 48,9%.