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Fiocruz pronta para produzir IFA

A Fiocruz recebeu nessa quarta-feira (2) bancos de células e de vírus necessários para produção do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) nacional necessário para a produção da vacina covid-19 no Brasil. O material, vindo dos Estados Unidos, desembarcou no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (Galeão), às 8h03. Após desembaraço aduaneiro, seguiu para o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (BioManguinhos/Fiocruz), onde o imunizante de Oxford/ AstraZeneca será produzido. O banco de células foi enviado em nitrogênio líquido, mantido a uma temperatura de aproximadamente -150ºC. O banco de vírus veio em gelo seco, a cerca de -80ºC. Os dois componentes compõem a base para a produção do IFA. O material, considerado o “coração” da tecnologia, chega no dia seguinte à assinatura do contrato de transferência de tecnologia, que ocorreu na tarde de terça-feira (1º). “Foram meses de intensa negociação, discussão e troca de informações técnicas com a AstraZeneca”, afirmou Maurício Zuma, diretor de Biomanguinhos, onde o imunizante será produzido. “Esse é um momento muito importante para todos nós, para o Brasil. Estamos incorporando uma nova plataforma tecnológica que vai nos permitir no futuro desenvolver e produzir novas vacinas para novas doenças. É um grande passo para a nossa soberania nacional nessa área de produção de vacina”, celebrou. A produção nacional de insumos é necessária para evitar interrupções na produção dos imunizantes, como aconteceu repetidas vezes com a AstraZeneca e com a CoronaVac, nos últimos meses. Em maio, o ritmo de vacinação no Brasil caiu quase 16% em relação ao mês anterior, já que o País vacinou 4,1 milhões de pessoas a menos do que em abril. Ao contrário do que prometeu o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, de ao menos um milhão de vacinados por dia no país, a média de maio foi de 662 mil doses diárias, ante 821 mil de abril. Somente em três dias no mês passado o número superou um milhão. Segundo especialistas, a falta de matéria-prima que atrasou a aplicação da segunda dose em vários municípios é uma das razões para o problema.