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Relaxamento prematuro é ameaça

A diretora da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), Carissa Etienne, afirmou, ontem, que o aumento na mobilidade nas Américas é uma ameaça para a região, diante de um quadro ainda descontrolado da pandemia da covid-19. O alerta foi feito durante entrevista coletiva virtual da entidade. “Dados de mobilidade da nossa região mostram que há mais movimento dentro dos e entre os países agora do que em qualquer outro momento durante a pandemia”, notou a autoridade da Opas. “Quando se combina esta mobilidade com o relaxamento prematuro de medidas de saúde pública, o que temos é o ambiente perfeito para este vírus – e suas variantes – se disseminarem”, complementou Carissa Etienne. Carissa Etienne também destacou nesta quarta-feira o aumento dos casos da covid-19 e das hospitalizações pelo vírus no Brasil. Ela ressaltou o quadro em alguns Estados da região Nordeste do País, sem citar nomes. “Esta tendência é especialmente aguda em alguns Estados do Nordeste, os quais têm mais de 90% de capacidade” das UTIs ocupadas, disse. Carissa Etienne também notou que Uruguai, Argentina e Chile “estão em alerta”, por registrarem uma alta no número de casos do vírus. Por outro lado, Estados Unidos, México e Canadá têm exibido quedas nos números de casos nos últimos dias, disse ela. A autoridade informou que, na última semana, houve 1,1 milhão de casos e mais de 25 mil mortes pela doença nas Américas. A diretora da Opas ressaltou o fato de que a região ainda está distante da meta de ampliar fortemente a vacinação. Diretor assistente da Opas, Jarbas Barbosa disse que não é possível saber quando a pandemia será controlada na América Latina, mas ressaltou a importância de que se reforce a vacinação. Barbosa disse que são sabidas as dificuldades para se adotar medidas de controle do vírus da região, diante da pobreza, mas enfatizou a importância de recorrer a elas no quadro atual, por exemplo ao distanciamento físico e ao uso de máscaras. Segundo ele, ainda não é possível prever por quanto tempo a América Latina precisará dessas medidas de controle para evitar uma piora do quadro na pandemia.

CUBA

Cuba mantém contatos com “mais de 30 países” para discutir assuntos relacionados a seus cinco projetos de vacinas contra o coronavírus, indicaram as autoridades sanitárias da ilha, advertindo que não assinarão “nenhum contrato” que não possam cumprir. “Há um déficit muito grande de vacinas no mundo e todos os dias recebemos pedidos de várias partes do mundo”, disse Mayra Mauri, vice-presidente do grupo estadual BioCubaFarma. Dos cinco projetos, dois estão em fase final de testes clínicos e a autorização oficial está prevista para este mês.