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Anvisa autoriza teste em humanos com a Butanvac

A Anvisa informou, no entanto, que antes do início do processo, o Butantan deve apresentar informações complementares sobre testes em andamento com a vacina

AAgência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, ontem, a realização da pesquisa clínica da vacina Butanvac, produzida pelo Instituto Butantan. Com o aval da agência, os testes em humanos poderão ter início no Brasil.

A Anvisa informou, no entanto, que antes que começar a testar o imunizante em voluntários, o Butantan deve apresentar informações complementares sobre testes em andamento com a Butanvac.

“Esta será a primeira vez que a Butanvac será aplicada em humanos e, por isso, serão conduzidas as fases clínicas 1 e 2”, informou a agência. Maiores detalhes dos testes e quantos voluntários farão parte dos testes devem ser divulgados pelo instituto paulista.

Em comunicados anteriores, o Instituto Butantan informou que os estudos de fase 1 e 2 em humanos seriam feitos com 1,8 mil voluntários.

A produção da Butanvac ocorrerá totalmente no Brasil e deve adotar a tecnologia já disponível na fábrica de vacinas do Butantan, utilizada para o imunizante contra a gripe. “Essa vacina será integralmente produzida aqui, nós não dependeremos de nenhum insumo, da importação de nenhum insumo, é uma tecnologia que já existe”, ressaltou o diretor do Butantan Dimas Covas, no lançamento da Butanvac, ainda em março. Desde o final de abril, o Butantan já produz doses da Butanvac.

JANSSEN
Em busca de avançar na imunização dos brasileiros contra a Covid-19, o Ministério da Saúde conseguiu antecipar a chegada das primeiras doses da vacina da Janssen para este mês, mas tem pela frente um desafio, pois esses imunizantes estarão disponíveis perto do prazo de validade. Cerca de 3 milhões de doses prestes a desembarcar no país devem ser aplicadas até 27 de junho, o que pode dificultar a logística de distribuição.

“Entendemos que temos que fazer uma estratégia para aplicar essas 3 milhões de doses em um prazo muito rápido para não correr o risco de vencer”, disse o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, ao final do depoimento dado na CPI da Covid. Ele acrescentou que a aplicação em ritmo acelerado foi pactuado com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e com o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

Queiroga, no entanto, ainda não soube informar quando chegarão essas doses da Janssen, que, segundo ele, ainda dependem da liberação da Food and Drug Administration (FDA), a agência reguladora de medicamentos e alimentos dos Estados Unidos.